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Enem: rotina diária de estudos pode ser diferencial para alunos

Com cronograma oficial divulgado e os estudantes já em preparação desde o começo do ano para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a preparação e a corrida para a sonhada aprovação requer esforços diários, pequenas renúncias e privações e, claro, muito estudo. Segundo especialistas e interlocutores em educação, o contato diário com o conhecimento, independente de horas estudadas, é fundamental durante a preparação, além de estabelecer cronogramas e pequenas metas em busca da melhor nota.


“Precisamos olhar muito para o controle emocional desses alunos e criar estratégias para que eles possam se auto-regular bem. Temos um documento chamado PIT, que é Plano Individual de Trabalho. Nele, os alunos têm todos os objetos de conhecimento que eles precisam trabalhar e eles vão dando um “check”. Isso minimiza um pouco a ansiedade de achar que não viu nada, de que não vai dar tempo, que eles não vão dar conta. Na medida que eles acompanham os próprios progressos, eles conseguem fazer as regulações do que estudaram, do que falta, do que é essencial. Isso ajuda nessa autoavaliação na busca pelo sucesso”, analisa a diretora pedagógica do CEI Romualdo/Roberto Freire, Cristine Rosado. “O ritmo e as horas desses estudos é individual de cada aluno. Preferimos não dizer essa questão da quantidade de horas, mas dizemos sempre que o aluno precisa estar sempre ele e o conhecimento sem o mediador”, acrescenta.

Ainda segundo Cristine Rosado, a instituição tem prezado por apoiar os estudantes do Enem em várias maneiras, inclusive, com momentos específicos e aulas no contraturno com preparações especializadas para o Enem.

“É preciso conhecer a prova para poder ajudar os alunos. Nossa equipe de professores conhece minuciosamente o exame e estudam a prova com frequência. Eles se reúnem semanalmente, avaliando os objetos de conhecimento mais recorrentes. O aluno do CEI tem um contraturno com aulas específicas para apoiá-los na hora que sentirem necessidade”, cita.

Cronograma
Nesta semana, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou o edital com as regras para o Enem 2024. Segundo o órgão responsável pela aplicação das provas do Enem, o período de inscrições será de 27 de maio a 7 de junho. As provas serão aplicadas em 3 e 10 de novembro.
O edital prevê que o exame será constituído de quatro provas objetivas (cada uma com 45 questões de múltiplas escolhas) e uma redação em língua portuguesa.

São quatro áreas de conhecimento a serem avaliadas. A primeira, de linguagens, redação, códigos e suas tecnologias, tem como componentes curriculares as disciplinas língua portuguesa, literatura, língua estrangeira (inglês ou espanhol), artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação.

A segunda área de conhecimento (ciências humanas e suas tecnologias) tem como componentes curriculares as disciplinas de história, geografia, filosofia e sociologia. Na área de ciências da natureza e suas tecnologias, serão cobrados conteúdos de química, física e biologia. A quarta área de conhecimento é a de matemática.

Enem
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi instituído em 1998, com o objetivo de avaliar o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Em 2009, o exame aperfeiçoou sua metodologia e passou a ser utilizado como mecanismo de acesso à educação superior.

As notas do Enem podem ser usadas para acesso ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e ao Programa Universidade para Todos (ProUni). Elas também são aceitas em instituições de educação superior portuguesas que têm acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Além disso, os participantes do Enem podem pleitear financiamento estudantil em programas do governo, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Os resultados do Enem possibilitam, ainda, o desenvolvimento de estudos e indicadores educacionais.

Qualquer pessoa que já concluiu o ensino médio ou está concluindo a etapa pode fazer o Enem para acesso à educação superior. Os participantes que ainda não concluíram o ensino médio podem participar como “treineiros” e seus resultados no exame servem somente para autoavaliação de conhecimentos.

A aplicação do Enem ocorre em dois dias. A Política de Acessibilidade e Inclusão do Inep garante atendimento especializado e tratamento pelo nome social, além de diversos recursos de acessibilidade. Há também uma aplicação para pessoas privadas de liberdade.

Os participantes fazem provas de quatro áreas de conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias, que ao todo somam 180 questões objetivas. Os participantes também são avaliados por meio de uma redação, que exige o desenvolvimento de um texto dissertativo-argumentativo a partir de uma situação-problema.

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