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Governo não vai contratar advogado

Roberto Lucena – repórter

Marcondes Diógenes não será mais diretor-geral do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HWG). O Governo do Estado desistiu de contratar o advogado, pois não encontrou nenhum mecanismo administrativo que justificasse o pagamento do salário de R$ 15 mil solicitado por Marcondes. A incerteza quanto ao que poderia acontecer com a direção dos demais hospitais estaduais também serviu de justificativa para que o Governo declinasse do convite feito ao advogado. A atual diretora, Maria de Fátima Pinheiro, continua no cargo por tempo indeterminado.
Segundo a Sesap, o advogado Marcondes Diógenes foi informado ontem mesmo da decisão
#SAIBAMAIS#O convite ao advogado que foi interventor da associação Associação Marca em algumas unidades de saúde do Município de Natal foi feito logo após a médica Maria de Fátima pedir exoneração do cargo. A governadora Rosalba Ciarlini chegou a divulgar o nome do advogado como o novo diretor-geral do Walfredo em uma coletiva de imprensa realizada no dia 24 de janeiro. Porém, o contrato com Marcondes esbarrou na pendência administrativa e jurídica com relação ao salário solicitado pelo profissional.

Ontem, o titular da secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), Isaú Gerino, confirmou que a negociação com Marcondes foi encerrada. “Não tínhamos como assinar o contrato com esse valor de salário”, informou. A quantia solicitada pelo advogado chega a ser maior que o salário da governadora. Além disso, segundo o secretário, caso o contrato fosse assinado, abriria precedente para que outros diretores solicitassem o mesmo salário. “Isso poderia acontecer e seria um problema”.

Com o fim da negociação, continua à frente do HWG, por tempo indeterminado, a atual diretora-geral. “Não vou abandonar o barco. Fico aqui até arrumarem outra pessoa para me substituir”, disse Maria de Fátima. A médica comunicou ao secretário que queria deixar o cargo no dia 22 de janeiro. O principal motivo do pedido é a demanda jurídica contra a direção do hospital. “Chegavam vários processos com ameaça de pagamento de multa. Isso estava me deixando doente. Ficava sem voz e estressada. Felizmente a demanda de processos diminuiu”, explicou.

Quando foi convidado para assumir a direção da maior unidade de urgência e emergência do Estado, Marcondes Diógenes pediu, além do salário de R$ 15 mil, a autonomia financeira e administrativa da unidade e transparência, inclusive, para expor à imprensa a situação do hospital. Até a semana passada, o advogado aguardava um posicionamento do Governo. Segundo Isaú Gerino, Diógenes já foi comunicado da desistência do convite. “Já conversei com ele, por telefone, e explique a situação”, disse.

Solução

Quando anunciou o nome do advogado para assumir a direção do HMWG, a governadora Rosalba Ciarlini definiu o período de seis meses para que os problemas no nosocômio fossem solucionados. Agora, sem um novo diretor, o secretário de Saúde espera que as pendências administrativas e de gerenciamento no hospital sejam reduzidas com a presença, dentro da unidade, de uma equipe da própria Sesap. “É um grupo de quatro pessoas que está ajudando a parte administrativa do hospital”, explicou Gerino.

Além dessa equipe, o secretário afirmou que vai ao hospital periodicamente. “Eu e a secretária adjunta [Kátia Mulatinho] vamos começar a visitar o hospital. Não se trata de uma intervenção, mas é uma forma de ajudar a melhorar o atendimento aos pacientes”, colocou.

Isaú lembrou ainda que o HWG está dentro do programa SOS Emergência, do Ministério da Saúde, e conta, atualmente, com a ajuda do colaborador Marcelo Bessa. “Acredito que essas frentes vão solucionar os problemas. Se todos derem as mãos, vamos melhorar a situação”, afirmou Isaú.

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