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LIGA irá construir Hospital Oncológico Infantil em Natal

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Após garantir R$ 9,7 milhões graças a um acordo intermediado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RN), a LIGA Contra o Câncer do Rio Grande do Norte inicia o projeto de concepção do primeiro Hospital Oncológico Infantil do Estado. Pensado para ser construído em frente à Policlínica da LIGA, no Alecrim, o Hospital já tem terreno garantido e sua estrutura deverá custar um total de R$ 15 milhões. 
Policlínica tem hoje ala oncológica infantil com apenas 8 leitos
A instituição, que atende a maior parte dos pacientes oncológicos do Estado e, no caso da oncologia infantil, recebe também demanda da Paraíba e do Ceará, agora luta para conseguir arrecadar os recursos restantes para garantir a construção do prédio e, posteriormente, sua equipagem. 
Atualmente, além dos R$ 9,7 milhões garantidos em decorrência de uma ação do Ministério Público do Trabalho (MPT-RN), a LIGA já possui cerca de R$ 2,5 milhões oriundos de outra ação do mesmo tipo. “Somados, temos quase todo o quantitativo para garantir a parte estrutural e, agora, vamos atrás do restante que falta para os R$ 15 milhões e a equipagem, que vai demandar outro tipo de orçamento”, explicou o coordenador médico da LIGA,  Dr. Arthur Villarim. 
A ideia é construir um Hospital Oncológico Infantil que permita atender a demanda crescente dos últimos anos. Hoje, não há uma unidade hospitalar, mas sim uma ala infantil dentro da Policlínica, com apenas 8 leitos disponíveis e sem Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Para você ter ideia, nossa média é de 15 internações. Quando ultrapassa os 8, precisamos internar essas crianças na ala adulta”, relatou Villarim. 
Ele explicou que, por já possuir uma residência em Oncologia Pediátrica, a LIGA se constitui como um centro importante para o tratamento desse tipo de doença não apenas para o RN, mas também para os Estados vizinhos. “Além da área de internação para tratamento, temos que ter uma área para quimioterapia, estudos. Tudo para crianças tem que ser muito específico e, hoje, conseguimos garantir tudo isso de forma muito apertada”, comentou o coordenador. 
Com o novo hospital, o total de leitos de enfermaria deve subir de 8 para 40, e 10 leitos de UTI também vão passar a integrar a unidade. Pensada para funcionar em frente à Policlínica, o hospital também vai contar com suporte do centro cirúrgico já existente no local. “A ideia é que todo o suporte cirúrgico seja feito na Policlínica e, em seguida, essas crianças possam voltar para o hospital infantil específico”, declarou o médico.
O espaço específico para crianças também vai possibilitar um trabalho multidisciplinar mais bem estruturado, com a presença de nutricionistas, psicólogos e todos os outros profissionais necessários para dar suporte à criança em tratamento e suas famílias. “Uma coisa que caracteriza o trabalho da LIGA é o trabalho multidisciplinar. Não se trata apenas de tratar a criança que está doente, mas também dar o suporte aos pais nesse momento de muita angústia e fragilidade, além de amparar a própria criança”, destacou. 
A expectativa do coordenador médico é que, uma vez garantido o recurso oriundo do acordo firmado junto ao TRT, a elaboração do projeto, que já estava em curso, seja acelerada e concluída em até quatro meses. “Tudo que a LIGA faz hoje passa pela gerência de projetos. O planejamento da estrutura física vai envolver conversas com a engenharia, equipe médica, equipe de enfermagem…”, elencou Arthur Villarim.
Terminado o planejamento, o grupo entra na fase de orçamento e execução da obra. “O tempo de execução vai depender de quanto vamos demorar para conseguir o resto dos recursos. Estamos perto, mas ainda não temos os R$ 15 milhões. Depois, vamos ter que nos preocupar em equipá-lo. Queremos iniciar esse projeto para garantir esse legado tão importante para o Rio Grande do Norte”, completou. 
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