segunda-feira, 26 de fevereiro, 2024
30.1 C
Natal
segunda-feira, 26 de fevereiro, 2024

Médicos realizaram cirurgia pioneira no Rio Grande do Norte

- Publicidade -

A videotoracoscopia – técnica comum em algumas cirurgias torácicas – foi utilizada, de forma pioneira no Rio Grande do Norte, para tratar uma paciente com Síndrome do Desfiladeiro Torácico (SDT). A intervenção minimamente invasiva garante uma recuperação mais rápida e com menos trauma ao paciente. No procedimento realizado na manhã de ontem, uma costela da paciente foi retirada através de uma pequena incisão. O cirurgião torácico responsável pelo procedimento, Hylas Ferreira, afirma que a técnica garante uma recuperação mais rápida e com menos traumas. “A maior vantagem é essa. A incisão é pequena e o pós-operatório é mais rápido”, diz.

A SDT provoca dores intermitentes e está relacionada aos movimentos, principalmente aqueles quando se eleva os braços. A doença é mais comum em mulheres e os pacientes sentem formigamento e diminuição de força nos dedos anular e mínimo. É comum o aparecimento de dores de cabeça, dificuldade de coordenação e distúrbios psicológicos, como depressão. O diagnóstico é apontado através de exames e consultas clínicas.

A causa da doença é a compressão do feixe vascular (artéria e veia) e nervoso, que vai para o membro superior devido a alterações posturais ou anatômicas que alternam o “triângulo” formado pela primeira costela, clavícula e músculos do pescoço e peitoral. “Ocorre a pressão desses membros e por isso o paciente sofre fortes dores ao ponto de não conseguir levantar o braço”, descreve.

A doença é tratada com medicamentos e a cirurgia é indicada apenas para pacientes que não demonstram evolução no tratamento medicamentoso. Até pouco tempo, as cirurgias normalmente eram feitas apenas através de uma incisão na axila do paciente. Porém, a técnica da videotoracoscopia foi utilizada no tratamento da doença. Em outros Estados, o procedimento já foi realizado outras vezes. No Rio Grande do Norte, essa foi a primeira vez. “É a primeira vez que fazemos esse tipo de cirurgia aqui no Estado. A técnica  tem muitos benefícios”, diz o médico. A cirurgia durou pouco mais de duas horas e foi ocorreu sem problemas.

- Publicidade -
Últimas Notícias
- Publicidade -
Notícias Relacionadas