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Motoristas do Samu continuam paralisação

O Serviço Ambulatório Móvel de Emergência (SAMU) Metropolitano paralisou as suas atividades desde o início da manhã de ontem. Uma dívida estimada em R$ 2,5 milhões, de valores não repassados pelo Governo do Estado de janeiro a agosto de 2012, fez com que a JMT não tivesse mais condições de pagar aos motoristas, operadores de rádio e ASG’s que trabalham no Samu Metropolitano.

De acordo com o gerente geral da JMT Service, Jorge Gama, a empresa tem um crédito de serviços prestados pelos funcionários desde 2011. Após o vencimento da última renovação contratual, que ocorreu em dezembro de 2011, a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) passou a contratar os serviços da JMT através de um contrato indenizatório.

“Desde janeiro de 2012 até o último mês de agosto as coisas transcorriam dessa forma. Acabou que o Governo do Estado não pagou nenhum dos meses previstos ao longo desse período. Carregamos o Samu nas costas”, disse Gama. Procurados para darem continuidade ao serviço do Samu Metropolitano, um contrato emergencial foi celebrado entre a JMT e a Sesap, sob o compromisso de quitação da dívida de R$2,5 milhões, previsto para o próprio mês de agosto.

“Isso não ocorreu. Estamos na vigência do contrato emergencial e além da dívida anterior, temos uma nova dívida: o atraso de dois meses nos repasses”, explicou Gama. Ainda segundo ele, o peso da dívida está causando transtornos na empresa, impossibilitando o pagamento dos  funcionários e ocasionando a paralisação.

Além da dívida de R$2,5 milhões, há uma dívida referente ao aumento do salário dos funcionários, que não foi reajustado nos repasses do estado em 2011, no valor de R$460 mil. Com relação ao atual contrato emergencial, o governo estadual pagou apenas os meses de agosto e setembro. “Falta ainda outubro, novembro e dezembro. Dizer que têm 90 dias para pagar é inaceitável. Eles têm 90 dias para não terem os serviços paralisados”, disse.

Gama disse ainda que as dívidas não têm previsão de serem quitadas com relação aos funcionários. Para o Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários do RN (Sintro-RN), órgão que representa os motoristas das ambulâncias do Samu Metropolitano, sem os pagamentos, a greve não tem previsão para ser encerrada. De acordo com Nastagnan Batista “a empresa não pagou aos funcionários o salário relativo ao mês de novembro nem a primeira parcela do 13º salário, prevista para ser paga desde o último dia 30 de novembro. A segunda parcela do 13º salário deveria ser paga até o próximo dia 20 de dezembro”, explicou.

De acordo o coordenador geral do Samu Metropolitano, Luiz Roberto Fonseca, não existem complicações relacionadas à débitos com a JMT por parte da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap). “A Sesap assinou um contrato emergencial com a empresa JMT que passou a vigorar desde agosto. Não há atraso nos pagamentos, visto que estamos dentro dos 90 dias de limite para quitação dos repasses”, esclareceu. Ele disse que a empresa será acionada administrativamente.

Sobre a dívida de R$2,3 milhões, Luiz Roberto preferiu não se pronunciar por desconhecer os detalhes dos débitos. A TRIBUNA DO NORTE tentou contato com o titular da Sesap, mas não obteve retorno. Apenas 30% do efetivo está nas ruas, somando um total de apenas quatro ambulâncias para atender a toda a região metropolitana de Natal.

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