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No RN, 18 cidades acumulam mais de 100mm e Emparn prevê mais chuvas

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As chuvas que ocorrem desde a segunda-feira (27), no litoral do Rio Grande do Norte, são históricas. De acordo com o chefe da unidade de meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado (Emparn), Gilmar Bistrot, o Rio Grande do Norte teve o maior volume do Brasil em chuvas acumuladas nas últimas 12h. De acordo com ele, a tendência é que as precipitações continuem entre a noite desta terça-feira e madrugada da quarta-feira (29), mas percam força na faixa litorânea e se desloquem até a região do Alto Oeste do Rio Grande do Norte.

Em pelo menos 18 cidades do Rio Grande do Norte ocorreram chuvas acima dos 100mm nas últimas 24h. Os dados divulgados pelo Cemadem e Emparn, até as 12h15 desta terça-feira (28), apontam que o Rio Grande do Norte já teve municípios com 363mm de chuva acumulada. Foi em São José de Mipubu, onde o Rio Trairi transbordou e bloqueou a faixa da BR-101. Em Nísia Floresta, foram 355mm de chuvas acumuladas, enquanto Brejinho teve 341mm e Monte Alegre chegou aos 285mm. Lagoa Salgada (261,6mm) e Lagoa de Pedras (250mm) também tiveram precipitações acima dos 250mm.

Em Natal, a média foi de 225mm em 24 horas. Em 48 horas, o maior acúmulo foi registrado na Cidade Alta, 248,3mm, e no bairro de Nossa Senhora da Apresentação, com 236mm.

De acordo com o Gilmar Bistrot, a diferença entre a temperatura do continente e do oceano, assim como a atuação do fenômeno El Niño, contribuíram para a chuva, que é incomum nesse período do ano. Segundo ele, a tendência é que a chuva perca força, mas continue amanhã no litoral e se desloque, com menor intensidade, para o Alto Oeste potiguar.

“A única motivação que faz com que isso acontença é a condição do oceano Atlântico norte, que está mais quente que o normal, liberando mais umidade para a região Amazônica e essa umidade é injetada na circulação. Outro fator é o El Niño, que facilita o deslocamento de massas de ar quente e fria do polo sul, de latitudes mais altas. Com o El Niño há uma facilidade dessas massas transitarem sobre a América do Sul e chegarem até o sul da Bahia e no restante do Nordeste, fazendo com que haja formação de sistemas meteorológicos transientes aqui”, explicou o meteorologista.

Segundo Bistrot, porém, ainda é necessário que os cuidados sejam tomados para mais chuvas, principalmente neste noite. “Hoje a previsão é que tenhamos chuva até o meio da tarde, mas nada impede que durante o início da noite tenhamos pancadas de chuvas mais fortes por causa da variação térmica entre o oceano e o continente. Na madrugada de amanhã também, os dois momentos críticos são o início da noite de hoje e a madrugada de hoje. São os dois momentos em que a gente pode ter pancadas de chuva mais fortes. A partir de amanhã a previsão é de que tenhamos pancadas de chuvas fracas. O nosso modelo de previsão diz que no interior do estado ainda tenhamos chuvas, um acumulado de 50 mm, na região do Alto Oeste”, disse o meteorologista.

Até o momento, as principais chuvas foram registradas no litoral e Agreste potiguar. Porém, no Seridó, Currais Novos, Lajes e Jardim de Angicos registraram chuvas acima dos 70mm.

Veja principais chuvas acumuladas:

Leste Potiguar:

Nísia Floresta – 355.0mm
Extremoz – 261.0mm
Natal – 225.1mm
Macaíba – 197.4mm
São Gonçalo do Amarante – 171.2mm
Parnamirim – 129.2mm
Maxaranguape – 93.2mm
Baía Formosa – 87.2mm
Rio do Fogo – 70.6mm

Agreste:

Brejinho – 316.2mm (Cemaden apontou 341mm)
Monte Alegre – 285.0mm
Lagoa Salgada – 261.6mm
Lagoa de Pedras – 250.0mm
Passagem – 185.0mm
Boa Saúde – 184.0mm
Ielmo Marinho – 180.0mm
Santa Maria – 144.0mm
São Paulo do Potengi – 135.0mm
Lagoa de Velhos – 109.6mm
São Pedro – 108.0mm
Sítio Novo – 102.0mm
Tangará – 85.7mm
Parazinho – 79.1mm
São Tomé – 77.0mm

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