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Projeto incentiva educação ambiental com aulas e coleta de lixo no mangue

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Educação ambiental e cidadania. Esses são os pilares do projeto Limpa Mangue, do Instituto Navegar, sediado no Iate Clube, na zona Leste de Natal, às margens do Rio Potengi. O projeto conta com a participação de estudantes da rede pública de ensino, que aprendem, da teoria à prática, mecanismos de preservar o meio ambiente, na região dos manguezais. Essa ação de limpeza, que já era realizada pelo próprio instituto, agora com a criação do projeto busca tornar a coleta algo diário no local, com a construção de um barco e a locação de um galpão no bairro Passo da Pátria. Desde então, estima-se que já foram retiradas mais de duas toneladas de lixo graças a ações do Limpa Mangue.


“O projeto Limpa Mangue quer ser algo realizado diariamente. Nesse processo, a gente alugou um galpão ali no Passo da Pátria, para poder servir como centro de triagem, onde haverá uma equipe de quatro, cinco pessoas compostas por moradores, que irão todos os dias fazer a travessia, de acordo com as marés também, pra poder fazer essa retirada a gente estima que dá pra tirar 600 a 700 quilos de lixo por dia, nessas ações iniciais”, conta Tárcis Trajano, presidente do Instituto Navegar.


Em linhas gerais, segundo Tárcis, o objetivo da limpeza do mangue não é somente despoluir, mas também conscientizar a população, através da geração de dados relativos à quantidade de resíduos que estão dispostos no local. E a partir disso, abordar esses levantamentos em pesquisas científicas para estudar como o lixo está afetando a região dos manguezais.


Tudo começou por meio da iniciativa de Mardone Pescador, morador do Passo da Pátria. Prejudicado com a poluição no local, que afetou o trabalho de pesca na região, o pescador começou a realizar por conta própria a coleta do lixo em seu barco, como forma de conseguir dinheiro. “Ele (Mardone) assume a causa ambiental, tendo consciência que o mangue é um espaço de reprodução das espécies, que ele precisa pescar para sobreviver, ele faz essa relação. A partir dessa iniciativa dele, a gente do instituto ficou sabendo, e eu comecei a entrar em contato com a Marinha do Brasil e o Iate Clube do Natal, para poder dizer o que era o projeto, qual era a ideia, que era construir um barco maior, para poder começar a fazer essa retirada do lixo”, destaca Tárcis.


“Sempre fui tirando o lixo do manguezal, que está poluído, e a galera nacional aqui do Rio Grande do Norte não se liga nisso, no nosso mangue, só se liga na boniteza que tem aqui no Rio Potengi, que é o pôr do sol, e pronto. O nosso tempo está quente aqui no RN, é por conta da poluição que tem no nosso mangue, e a galera não tá percebendo o que é isso”, enfatiza Mardone.


Dentro do projeto, os alunos recebem aulas de educação ambiental, abordando a questão da importância do ecossistema manguezal para a biodiversidade planetária, e somado a isso, realizam mutirões de coleta de lixo em áreas do mangue, em áreas de fácil acesso, próximas à Praia da Redinha e a base naval. A ação é oferecida na comunidade do Passo da Pátria, e também para alunos do Bora Navegar, outro projeto vinculado ao instituto.


Alicia Fernandes, aluna da Escola Municipal de Santos Reis, pondera a importância do Limpa Mangue para a sua vida desde que chegou há três meses atrás. Segundo a jovem, durante este período foram proporcionadas experiências muito boas, diversões, aprendizados e momentos que são coisas diferentes.


“A experiência de estar no projeto está sendo muito boa porque eu estou desfrutando de momentos que nunca tive na minha vida, são amigos novos, pessoas novas, coisas novas e muito mais. O pessoal do projeto nos proporciona muitas coisas como hora de lazer e do lanche. Mais os materiais que são muito bons e caros, e muito mais”, destacou a estudante de 15 anos.


Já o estudante Heitor Davi conheceu o projeto através da Associação para o Desenvolvimento de Iniciativas de Cidadania do RN (ADIC/RN), e assim que chegou, logo se apaixonou pelo projeto e pela ecologia. “Quando cheguei ano passado conheci os professores e as aulas que iríamos ter, eu já me apaixonei pelo projeto. Sem contar novas experiências que já tive, como navegar em barcos a vela, dinâmicas para fortalecer a mente e o físico, e atividades ambientais que gosto muito. Também acho esse projeto bastante importante na parte de conduzir a limpeza no meio ambiente”, revelou o aluno

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