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Reurbanização de feiras é retomada

Começou pela feira do Alecrim, que acontece tradicionalmente aos sábados, a reestruturação do projeto de padronização das feiras livres da cidade. As intervenções não são muitas, mas para frequentadores, feirantes e pessoas que lucram com a movimentação provocada pela feira já faz certa diferença. O projeto tem como foco a organização e uniformização das bancas, que serão setorizadas de acordo com os produtos comercializados.
A Prefeitura do Natal escolheu a tradicional feira do Alecrim para retomar o projeto
Quem chegava pela rua dos Canindés, mais conhecida como avenida 6,  já podia observar a primeira mudança: a instalação de um pórtico de entrada, no qual é identificada a localização do visitante. As outras mudanças contemplam a colocação de novas tendas, bancas com coberturas padronizadas, banheiros químicos, sinalização aérea e terrestre para indicar os produtos, equipe de limpeza permanente no local, com a presença de oito agentes, instalação de lixeiros fixos e coletores de limpeza móveis.

“Percebi as placas sinalizando a localização dos produtos ao longo da feira e achei muito interessante. Elas não tinham aqui antes e isso facilita muito até para quem está habituado a frequentar. Está ficando melhor”, observou o administrador de empresas Wagner Pereira. A disponibilização de banheiros químicos ao longo das ruas onde a feira é instalada mereceu destaque para o carregador José Alves. “Tomara que eles não deixem de botar aqui. É sempre um problema. A gente não tem onde ir e acaba tendo que se aliviar no meio da rua, onde conseguir”, afirmou. Além disso, uma equipe do setor de feiras da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) estará no local com um ponto de apoio, que servirá para atendimento à população e informações bem como, agir na fiscalização dos feirantes.
PLACAS Diversas placas indicando a localização dos produtos foram instaladas ao longo de toda a estrutura da feira. Um pórtico de entrada, no qual é identificada a localização do visitante, também faz parte da reestruturação
Trabalhando há mais de 45 anos na feira do Alecrim, a feirante Maria Aparecida Silva, 74, prefere não se manifestar sobre as mudanças. “Melhoria sempre é bom. Eu estou aqui há muito tempo e já vi muita coisa, já ouvi muita promessa. Eu espero que isso venha e fique. Não adianta trazer banheiro hoje e depois só daqui a três meses. Se veio, tem que ficar”. Um pouco mais efusiva, Nédima Maria Filgueira, 25 anos de feira, comemora. “A limpeza está funcionando, as placas de sinalização e banheiros estão ai e estamos recebendo apoio novamente. Antes estava ruim demais”, destacou.

O secretário Raniere Barbosa disse que além do Alecrim, as feiras das Rocas, Pajuçara, Carrasco, Parque dos Coqueiros, Cidade da Esperança e Quintas, passarão pelas mesmas intervenções, totalizando sete feiras. A expectativa é que até o meio do próximo ano o projeto de reestruturação chegue até onze feiras livres ao custo estimado de R$ 750 mil por mês. “O nosso principal problema ainda é financeiro, mas aos poucos estamos fazendo as mudanças. Nossa meta é em um segundo momento identificar todos os feirantes com batas e crachás”, disse o secretário.
FISCALIZAÇÃO Uma equipe da Semsur, com fiscais móveis e ponto de apoio fixo, vai permanecer no local para auxiliar frequentadores e feirantes durante todo o dia
A padronização das bancas é o único ponto que não depende apenas dos recursos municipais. “Estamos trabalhando para atender as exigências recomendadas pelo Ministério Público Estadual”, afirmou  Barbosa. As ações realizadas contarão com o apoio da Urbana, que contribuirá com a cessão de agentes de limpeza, para o local e também da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana-Semob.

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