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Lula cobra mais atitude de Haddad e Geraldo Alckmin

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou a participação de alguns de seus principais ministros na articulação política. Ele deu a declaração no lançamento do programa Acredita, voltado para crédito, no Palácio do Planalto. O Acredita tramitará no Congresso em forma de medida provisória, e precisará de aprovação do Legislativo em até 120 dias para continuar vigorando.


Lula mencionou que seu partido, o PT, tem poucos congressistas num universo de 513 deputados e 81 senadores. “Isso significa que o (vice presidente Geraldo) Alckmin tem de ser mais ágil, tem de conversar mais. O (ministro da Fazenda, Fernando) Haddad tem de, sabe, ao invés de ler um livro, ele tem de perder algumas horas conversando no Senado e na Câmara. O Wellington (Dias, ministro do Desenvolvimento Social), o Rui Costa (ministro da Casa Civil) passar uma parte do tempo conversando”, disse o presidente da República.

“Conversa com bancada A, com bancada B. É difícil, mas a gente não pode reclamar porque a política é exatamente assim. Ou você faz assim ou não entra na política”, declarou Lula. O governo do petista passa por um momento de desgaste no Congresso.

É possível que, nos próximos dias, Lula encontre os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para tentar melhorar a relação do governo com o Congresso. As prováveis reuniões serão individuais, e não com os dois congressistas ao mesmo tempo.

No lançamento do Acredita, Lula disse também que 87% dos acordos salariais feitos em 2023 estipularam aumentos acima da inflação, e que isso é sinal de que os empresários acreditam na economia. “Isso é um sinal de que não é apenas eu que estou acreditando na economia, e o Haddad. É sinal de que os empresários também estão acreditando, embora nem todos falem para a imprensa”, disse.

Lula disse desejar um país “de classe média sustentável”. Em suas palavras, que não tenha muitos ricos nem muitos pobres. O presidente também declarou não querer uma sociedade “eternamente dependente” de programas com o Bolsa Família. Ele voltou, porém, a reclamar de críticas sobre gastos do governo com programas sociais. “Tudo o que você faz no governo federal é tratado como se fosse gasto, não é possível”, disse.

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