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No RN, 23,71% são de direita e 16,82% de esquerda

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A maioria dos eleitores potiguares, 40,53%, do Rio Grande do Norte não se identifica com nenhuma matiz político-ideológica, seja ela de direita ou de esquerda. É o que diz pesquisa do instituto Consult Pesquisa, realizada logo após o Carnaval em 12 regiões do Estado.Os eleitores potiguares também informaram que não se identificam com “nenhum” partido político, enquanto 17,53% não souberam dizer “qual o partido que se identifica mais?”


De acordo com a Consult Pesquisa, que ouviu 1.700 eleitores entre 15 e 17 de fevereiro, 14,35% não souberam dizer “como se considera ou se identifica politicamente?” A amostragem apontou que 23,71% dos eleitores se consideram de “direita” e 16,82% se posicionam como de “esquerda”. Apenas 1,24% dos eleitores informaram que são alinhados politicamente com a “centro-direita” e 0,59% com a “centro-esquerda”. Já os eleitores de “centro” são 2,75%.


Com relação ao partido com o qual se identifica, o PT tem a simpatia de 13% dos eleitores, logo atrás aparece o Partido Liberal (PL), com 8,94%. Em terceiro lugar aparece o MDB, 3,41%, seguido do PSDB e Republicanos, com 0,65% e 0,59%. Outros sete partidos aparecem com menos de 0,30% na preferência dos eleitores.
A Consult perguntou, ainda, quem o eleitor considera mais preparado para ser o próximo presidente do país: “não sabe”, 51,59% e “nenhum”, 2,71%, dentre 27 alternativas apresentadas. O ex-presidente Jair Bolsonaro aparece tecnicamente empatado com o presidente Lula, que aparecem, respectivamente, com 17,24% e 18,18%. O governador paulista, Tarcísio de Freitas, aparece com 4,53%.


No decorrer da última semana de fevereiro, a TRIBUNA DO NORTE já havia divulgado amostragem da Consult Pesquisa, relacionada ao desempenho da governadora Fátima Bezerra (PT) à frente da administração pública do Rio Grande do Norte.


Para 52,47% dos eleitores, a gestão Fátima Bezerra é classificada como no somatório dos índices de “ruim e péssimo”. Apenas 10% das pessoas acham o seu governo “ótimo ou bom”, enquanto 1,65% não souberam dizer.


Segundo a Consult Pesquisa, o Governo de Fátima Bezerra é “ruim” para 22,47% “péssimo” para 30% dos entrevistados. Já 1,12% dos entrevistados consideram o Governo “ótimo” e 8,76% acham “bom”, totalizando 9,88% de “ótimo e bom”. Já 36% dos eleitores tratam o Governo como “regular”.

Quando perguntados se aprovam ou desaprovam o Governo Fátima Bezerra (PT), o percentual de desaprovação foi de 68,53% contra 19,59% de aprovação. Não souberam dizer, 11,88%. A Consult Pesquisa mostrou que há seis meses a desaprovação era de 57,82%, um crescimento de 10,71%. Já o índice de aprovação do governo Fátima Bezerra caiu 10,88%, no começo de setembro de 2023, a aprovação chegou a 30,47% dos eleitores do Rio Grande do Norte.

Confira bate-papo com Paulo de Tarso, Diretor-presidente da Consult:

O Brasil está polarizado entre quem é de direita e de esquerda. O RN também?
Acho é que não existe o direita e o esquerda evidente, existem as linhas políticas que eles seguem a nível de Brasil, que polarizou em termos de Lula e Bolsonaro e que no Rio Grande do Norte a pesquisa nos deu que 40.53% não tem identidade política, essa identidade política se é de direita ou se é de esquerda, eles seguem mais as suas lideranças.

Há uma grande diversidade de opiniões dentro de cada lado do espectro político. No RN há predominância de quem não se considera nem de esquerda, nem de direita?
O que prevalece muito, supondo a pessoa ser de direita e de centro-direita nós temos um percentual de 24.95%, que é bem superior de quem se considera de esquerda ou de centro-esquerda que é 17.41. A minha concepção é que eles não estão ligados à esquerda, principalmente, estão ligados a Lula e ao partido que esteve algum tempo governando o Brasil. Eles não estão ligados politicamente, estão ligados aos políticos, tanto que a esquerda, que seria hoje o PT e os partidos aliados, só têm 17.41% no Rio Grande do Norte, ganharam duas eleições bem folgadas para presidente e governo do Estado, enquanto a direita, que perdeu no Rio Grande do Norte com Bolsonaro, tem hoje um percentual maior do que a da esquerda, mas a da esquerda não está ligado ideologicamente, está ligado ao líder dele, que é Lula, e ao líder do Estado, que seria naquela época, Fátima Bezerra na época das eleições, mas politicamente, talvez em algum momento eles não saibam nem como se consideram o que seria ele ser de esquerda ou o que seria ele ser de direita, é tanto que o que é significativo é 40.53% não ter identidade política.

Na sua avaliação como a sociedade potiguar observa a gestão Fátima Bezerra?
Aí a coisa é mais embaixo, o problema é pesado, porque ela tem, na classificação de governo dela, já 52,47% de péssimo e ruim. Isso é muito pesado, é contradizendo 1,12% que diz que é ótimo e 8,76%, que diz que é bom. Isso aí dá 9,88% contra 52,48%, ou seja, ótimo e bom 9,88% contra ruim e péssimo 52,47%. Isso é muito ruim para um governo que está no sexto ano.


Com relação à aprovação, a coisa também complica. Ela tinha em setembro de 2023 para o estado de Rio Grande do Norte, 57.82% de desaprovação. E hoje tem 68.53%. É uma desaprovação muito alta para quem foi eleita num primeiro turno. E essa desaprovação, está mais evidente nos grandes centros. Em Mossoró, ela tem uma desaprovação hoje de 82%. Em Natal, 73%. Isso é sério. No Alto Oeste, 72% de desaprovação, como no Seridó, 71%. E ela ganhou fácil uma eleição e agora está no seu segundo mandato. Ou seja, ela precisa ter uma recuperação de governo que fica muito apertado para ela, que só tem dois anos e meio para mostrar numa futura eleição para senadora. Seria muito difícil ela hoje, com uma desaprovação dessa, procurar votos.

Como a sociedade potiguar observa a gestão Lula?
Em comparação a eleição de Lula, a gente vê uma diferença. No Rio Grande do Norte, ele ganhou fácil a eleição, não ganhou tão apertado, mas a aprovação dele hoje está a 45% contra uma desaprovação de 44%. Há um equilíbrio de aprovar ou desaprovar, ele não está com aquele desgaste que a governadora tem, e aí a opinião minha é que tem uma mídia em favor dele que chegam aos destinos que ele quer, que são os redutos, que são os municípios pequenos, que é a população que assiste a televisão, que assiste os noticiários, que estão mais focados nas notícias do governo de Lula e que talvez tenha o que mostrar com relação às intenções dele, e quanto a Fátima não está transmitindo o que ela está fazendo, então não tem o que mostrar do governo dela. Mesmo assim o governo de Lula para ter uma vitória muito boa em 2022, uma aprovação que está igual a uma desaprovação, não é um fato bom para ele.

Como se explica esse descolamento entre Fátima e Lula?
O deslocamento que existe com relação a Lula e a Fátima é o que já citei. Ele tem alguns órgãos que publicam as suas intenções de governo federal, ou seja, quando tem uma vacinação, o governo federal diz o que vai fazer. Minha casa, minha vida, o governo diz o que vai fazer, mesmo não apresentando nem entregando, mas ele está mostrando o produto que ele está pleiteando fazer pela população, coisa que a gente não está vendo no governo Fáitma. Ela não anuncia o que pode fazer pela população. O governo Lula, ele bota o Bolsa Família, a minha casa, minha vida, outros projetos sociais, a bolsa para o estudante, e coisas assim que eles anunciam, Vale Gás, alguma coisa nesse sentido. Mesmo que talvez chegue ou não chegue, mas ele está anunciando ações do governo federal, coisas que o governo do Estado não está anunciando, ações que podem chegar a população via o governo estadual.

Qual o reflexo destas avaliações do governo Fátima para 2024 e 2026?
Não existe a eleição de 2026 sem passar pela de 2024, então tudo está atrelado tanto o governo tanto as eleições municipais hoje estão ligadas às eleições majoritárias de 2026 e vice-versa. Os prefeitos precisam dos apoios dos parlamentares, deputados federais e senadores, deputados estaduais, como em 2026 esses parlamentares vão precisar dos apoios dos prefeitos e vereadores. Então, há uma aliança quanto a isso. Quanto a avaliação de fato sobre o reflexo dessas avaliações do governo Fátima para 2026, fica difícil ela fazer uma campanha solo sem precisar do apoio do governo de Lula, porque ficou evidente que ela está muito desgastada e teria que recorrer à liderança de Lula, que ainda tem no Estado mais aprovação do que desaprovação.

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