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Secretários esperam Álvaro para disputar as eleições

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Cláudio Oliveira
Repórter

Secretários municipais de Natal que estão cogitados para disputar as eleições neste ano estão aguardando o posicionamento do prefeito Álvaro Dias (Republicanos) para saberem qual caminho seguir. Caso se candidatem, precisarão se afastar das funções administrativas entre quatro e seis meses (dependendo do cargo que forem disputar) antes do primeiro turno, marcado para o dia 6 de outubro.
Nomes como Rafael Motta (Esportes), Joanna Guerra (Planejamento), Thiago Mesquita (Semurb) e Irapoã Nóbrega (Semsur) têm sido apontados para suceder o Álvaro Dias, inclusive pelo próprio prefeito. Carlson Gomes (Semovi) pode entrar no pleito em Currais Novos, no Seridó potiguar e, no âmbito estadual, Jaime Calado (Sedec/RN), tem pretensões de retornar à disputa em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, em confronto com o grupo da governadora Fátima Bezerra (PT), sua aliada.


Uma das citadas pelo prefeito Álvaro Dias, Joanna Guerra é enfática ao garantir que enfrentaria a eleição para suceder o prefeito. “Toparia enfrentar o desafio, sim. Agora, seja eu a escolha do prefeito para sua sucessão ou qualquer outro nome, seguirei a orientação e determinação dele. Me sinto preparada e posso contribuir com a cidade de todas as formas, pois tenho conhecimento da realidade do município. Transito em todas as classes e lugares, tenho um olhar social e humano e vejo que a cidade de Natal tem que avançar”, garante a gestora.
Guerra diz que ao seu favor está o conhecimento dos problemas da cidade, além do trabalho pela solução desses. Filiada ao Republicanos, ela diz que não há planos de disputar outro cargo que não seja no executivo. “Nosso objetivo é continuar o trabalho do prefeito Álvaro Dias. Em relação a disputar uma vaga na câmara municipal, não vejo como uma alternativa, mas, com certeza, o Republicanos terá grandes nomes que serão colocados a disposição do povo natalense”, afirma.


Ao falar se irão ou não entrar na disputa, os secretários são cautelosos e dizem que preferem aguardar as orientações de Álvaro Dias. Rafael Motta, da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer preferiu não comentar o assunto alegando que “está cedo” para tanto e o Secretário Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) de Natal, Thiago Mesquita, está diz que vai depender de Álvaro Dias.


Ele avalia que é natural o prefeito reconhecer o trabalho dele desenvolvido à frente da pasta, seja no quesito econômico, enxugando a máquina e potencializando receitas; seja na questão de liderar e defender discussões importantes, como a revisão do Plano Diretor e a regulamentação de Zonas de Proteção Ambiental (ZPAs).


“Agora, entre o reconhecimento público do prefeito e viabilizar uma campanha, eu ainda estou na minha, focado na gestão”, frisou Mesquita. “Se naturalmente o prefeito for entendendo que realmente é viável, eu vou seguir as orientações. Não é a minha área (de atuação), e aí se a gente for alinhando esses pensamentos, eu não fujo do desafio”, declarou o secretário, reforçando que, se a escolha do prefeito for outra, terá seu apoio.

Republicanos é a opção para os secretários

Thiago não é filiado a nenhum partido, mas acredita que o caminho natural seria o Republicanos, de Álvaro Dias. Se for o caso, ele deve se filiar até seis meses antes do primeiro turno das eleições.


Caso não seja possível a candidatura pela Prefeitura, não está descartada a disputa para a Câmara Municipal. “Meu perfil é muito de executivo, de gestão. Não está descartado (a Câmara Municipal), mas eu pensaria bastante, porque a gente veria várias questões relacionadas a isso. A minha preferência, vamos dizer assim, é no executivo, não diria nem a prefeito, talvez a vice, alguma coisa do tipo”, reforça Mesquita.


Quem também diz que está focado na gestão é o Irapoã Nóbrega, secretário de Serviços Urbanos (Semsur). “Temos um prazo até dia 5 de abril para desincompatibilizar. Se até lá isso realmente vier acontecer, a gente vai analisar com carinho se realmente a gente poderá ser pré-candidato à câmara de vereadores, ao poder legislativo”, disse.


Nóbrega é filiado ao MDB, mas ressalta que segue a liderança do prefeito. “O que ele determinar é que será feito. Se ele realmente me quiser, assim como a população, ser candidato e pré-candidato nos próximos meses a algum cargo eletivo, eu sigo a orientação dele, vou para o partido que ele determinar, que deverá ser o Republicanos”, afirmou.

Jaime prefere esperar o tempo chegar para sair

Entre os secretários estaduais, há uma expectativa em torno da possível candidatura de Jaime Calado (PSD), na tentativa de retornar à Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. Contudo, essa decisão é delicada porque o levaria a um confronto direto com a governadora Fátima Bezerra (PT), sua aliada, cuja prioridade é a reeleição do prefeito petista Eraldo Paiva. Contudo, Jaime ainda não confirmou qual caminho irá seguir.


“Eu estou deixando esse assunto para discutir mais à frente. No momento, prefiro não falar sobre isso. No final do mês de março a gente deve chegar a alguma decisão”, disse o ex-prefeito de São Gonçalo.


A cautela de Calado pode estar ligada, ainda, aos planos para 2026, quando sua esposa, a senadora Zenaide Maia (PSD), terminará o mandato e uma nova disputa vai se desenhar podendo ambos ficarem sem cargo político. Além disso, já há uma colisão do casal são gonçalense com a governadora em Natal, visto que estão no partido do ex-prefeito da capital, Carlos Eduardo Alves, que aparece liderando a preferência do eleitorado nas pesquisas e que deverá enfrentar a petista deputada Natália Bonavides.

Carlson mira prefeitura de Currais Novos

Já Carlson Gomes, o secretário de Obras Públicas e Infraestrutura de Natal, tem domicílio eleitoral no município de Currais Novos, onde pretende disputar na chapa majoritária pela oposição ao prefeito Odilon Júnior (PT).


Os laços políticos dele são na cidade de Currais Novos, onde o pai dele, o ex-prefeito Geraldo Gomes, já foi chefe do Executivo por quatro mandatos.


“Sou filiado ao Republicanos. Meu domicílio eleitoral é em Currais Novos, mas ainda depende de uma aliança política lá na cidade entre Republicanos, União Brasil e PP. Por enquanto o foco é mostrar trabalho”, declarou.


Ele diz que a aliança que se articula é para a chapa majoritária. Nessa, Carlson enfrentaria, entre os adversários, o secretário municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, Lucas Galvão, já declarado pré-candidato do grupo da situação de Currais Novos pelo prefeito Odon Júnior (PT), que está concluindo o seu segundo mandato.


Para a disputa das prefeituras, os secretários precisam se desincompatibilizar dos cargos até quatro meses antes. Se a candidatura for para as câmaras municipais, o prazo é de seis meses antes, ou seja, até o início do mês de abril, de acordo com a Lei de Inelegibilidade (LC 64/1990).

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