domingo, 16 de junho, 2024
23.1 C
Natal
domingo, 16 de junho, 2024

Em pé sobre as águas

Sara Vasconcelos
repórter

Da areia, a impressão é que os praticantes do stand up paddle mais se divertem do que “malham”. Já sobre a prancha, percebe-se o quanto o esporte exige em força e equilíbrio – para se manter em pé – e por isso é uma opção de atividade funcional para quem deseja perder uns quilinhos,  tonificar a musculatura e, claro, estar em contato com a natureza. Apesar da pronúncia em  inglês, a modalidade de surfe realizado com o auxílio de um remo parece melhor se adequar ao clima e praias potiguares e já atrai bom número de adeptos.
Esporte une contato com a natureza, diversão e saúde e foi eleito a melhor opção para se exercitar neste verão
O “Sup”, como é apelidado,  também pode ser praticado em rios e lagoas. A remada em pé em cima da prancha de surfe permite percorrer grandes distâncias em curto espaço de tempo e contemplar paisagens e lugares que só seriam possíveis de barco ou a nado. Para isso, além de uma prancha maior (cerca de 12 pés ou 3,5 metros), mais larga e resistente do que a usada no surfe convencional, o remo, colete salva-vidas e leash completam o aparato.

Afora ser alternativa para se refrescar nesse calorão, a larga aceitação vista nas praias da cidade – inclusive em Ponta Negra onde o visual do Morro do Careca desponta como um atrativo a mais-, se deve aatividade não ter restrição de idade, o custo ser acessível (entre R$ 25 a R$ 40, a hora aula) e a facilidade de aprendizado, já que o esporte exige apenas que o praticante saiba nadar e tenha certo equilíbrio.

O esporte, explica a educadora física Mariana Holz Hammes, de 28 anos, não tem contra-indicações. Pessoas de 7 aos 70 anos ou mais podem cair na água e subir, literalmente, na prancha. De baixo impacto e com movimentos constantes para se manter de pé sobre as águas, o stand up trabalha os membros superiores, inferiores e o tronco e quem reluta em frequentar a academia, pode se identificar com a prática.

#SAIBAMAIS#“Quem tem algum tipo de lesão inclusive, que impede puxar ferro, pode se favorecer com o stand up”, explica Mariana Hammes. O fortalecimento da musculatura estabilizadora acaba refletindo na redução das dores lombares.

A administradora de empresas e comércio exterior, Shannon Videira, de 33 anos, é testemunha do alívio de dor e melhoria na qualidade de vida. Com hérnia de disco e impedida de fazer musculação, ela conseguiu em oito meses surfando com remo emagrecer 7 quilos e tonificar o corpo. “Isso para não falar na melhoria do sono, da produtividade no trabalho e esse encontro diário com a natureza melhora até o humor”, pontua Shannon.

Renato Gurgel, sócio e instrutor da empresa Gantuá Sup, responsável pela locação de equipamentos para prática esportiva na praia de Ponta Negra, destaca que não é recomendado se aventurar no mar sem uma orientação prévia de como agir  e monitoramento. “É importante ele ter um equipamento adequado ao peso, altura e a intenção do esporte, além de saber como melhor se posicionar para evitar lesões”, frisa Gurgel.

E faz um alerta aos marinheiros de primeira viagem: “é fundamental usar os equipamentos de segurança”, diz. Os básicos são a corda que une o pé do praticante à prancha (leash) e o colete salva-vidas.

Últimas Notícias
Notícias Relacionadas