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Grupo “Giradança” apresenta o espetáculo neste final de semana

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Em cena, bailarinos de variadas condições físicas improvisam movimentos para encontrar um lugar para seus corpos no mundo. É a procura que nunca acaba no espetáculo “Bando: dança que ninguém quer ver”, que será apresentado nos dias 23 e 24 (sexta e sábado), às 20h, no Espaço Cultural Gira Dança, Ribeira. Com direção coreográfica de Alexandre Américo e direção artística de Álvaro Dantas e Ana Vieira, a peça contará com intérpretes de Libras ao vivo, e marca a primeira ação do ano do grupo de dança contemporânea Giradança.


Segundo o diretor coreográfico, em “Bando”, o público vai encontrar uma peça de improvisação, a partir de situações coreográficas. O espetáculo tem a pretensão de se distanciar da ideia de que a dança é movida apenas por passos de dança, e que também tende a ser um acontecimento cênico. “Então, o que a gente está em busca são de corpos atentos, vivos e que se relacionam”, explicou.


A primeira montagem de “Bando’ foi realizada em 2015, com remontagem no ano de 2019, sempre trabalhando a atualização da coreografia de acordo com perspectivas do dia a dia dos bailarinos, sem ter como objetivo a representação na dança. Assim, de acordo com Alexandre Américo, a peça questiona como esses corpos se organizam em bando para dar conta da vida cotidiana. “Bando” é, acima de tudo, uma experiência estética em movimento.


O espetáculo traz um elenco formado por bailarinos com e sem deficiência. São eles Álvaro Dantas, Jânia Santos, Joselma Soar, Ana Vieira, Marconi Araújo, Wilson Macário e Francisca Angélica. A apresentação de “Bando” é uma das primeiras atividades do ano do projeto do Giradança fomentado pelo Programa Funarte de Ações Continuadas 2023.


O projeto “Giradança 2024” será executado em três etapas: manutenção da estrutura artística, remontagem de espetáculos e pesquisa, intercâmbio e criação interna e para o público externo.


A Giradança é uma companhia de dança contemporânea formada por bailarinos com e sem deficiência, que tem como proposta artística ampliar o universo da dança através de uma linguagem própria, voltada para o conceito do corpo como ferramenta de experiências. Em 19 anos de atuação, a companhia já criou cerca de 15 espetáculos, e pôde apresentar em mais de 60 municípios brasileiros, em 15 estados, e também realizou apresentações/temporadas em Berlim, Bremerhaven e Karlshure (Alemanha), Coimbra, em Portugal (dentro da programação do Ano Brasil em Portugal), San José na Costa Rica, e Assunção, no Paraguai.


A companhia criada em 2005 pelos bailarinos Anderson Leão e Roberto Morais, teve sua estreia nacional na Mostra Arte, Diversidade e Inclusão Sociocultural, realizada no Rio de Janeiro, em maio de 2005 e, desde então, tem apresentado em palcos de todo o Brasil um trabalho que rompe preconceitos, limites pré-estabelecidos e cria novas possibilidades dentro da dança contemporânea.


Entre os espetáculos mais conhecidos da companhia estão “Proibido elefantes”, “Sobre todas as coisas”, “A cura”, “Alguém que não eu para falar de mim”, “Corpo estranho”, “O jardim das rosas amarelas”, “Terreiro Lumiara”, etc.

Serviço:
Espetáculo “Bando: dança que ninguém quer ver”. Dias 23 e 24 (sexta e sábado), às 20h, no Espaço Cultural Gira Dança, Ribeira (Rua Frei Miguelinho). Entrada gratuita, com ingressos retirados no Sympla.

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