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Jornalista lança o livro “Uma estória do cumê em Natal”

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Tádzio França
Repórter

Uma viagem literária pelo tempo, com um sabor diferente a cada século e década da capital potiguar. É o que pode ser saboreado em “Uma estória do cumê em Natal” (Editora Escribas), primeiro livro do jornalista Max Fonseca, que será lançado no dia 16 (sábado), das 9h ao meio-dia, na Casa do Goiamum, Tirol. A obra conta, de forma romanceada, como os hábitos alimentares dos natalenses foram construídos e se moldaram ao longo do tempo, numa viagem cheia de curiosidades, fatos históricos, e causos diversos e deliciosos.


O livro de Max atravessa 400 anos de culinária em Natal, uma história que ele preferiu contar em forma de romance, para deixar o menu mais palatável e menos didático. “Há anos que desejo escrever algo sobre a história gastronômica da cidade. No começo pensei em fazer os perfis de bares e restaurantes importantes, mas ficaria meio engessado, comum. Então preferi falar da alimentação em si, e não de lugares específicos. E assim o livro foi nascendo”, conta.

“Uma estória do cumê em Natal” (Editora Escribas), primeiro livro do jornalista Max Fonseca, será lançado no sábado (16), das 9h ao meio-dia, na Casa do Goiamum e apresenta uma viagem com sabores a cada século e década, em Natal – Foto: Divulgação


Para romancear a história gastronômica natalense, Max foi buscar inspiração na escritora francesa Simone de Beauvoir. Mais especificamente no livro “Todos os homens são mortais”, de onde ele resgatou o personagem Raymond Fosca, um nobre imortal que atravessa os séculos mergulhado em tédio e depressão. Ele trouxe esse homem para a Natal de 1634, e é o Conde Raymond que narra sua passagem do tempo pelas mesas da capital potiguar, desde o Brasil colônia até o século XXI.


A aventura de Fosca pelo tempo acompanha a evolução da cidade através da culinária. “Fosca, amigo de Nísia Floresta, admirador de Cascudo e Henrique Castriciano, percorreu Natal em todos os seus aspectos.

Frequentou a alta sociedade, flertou com uma aluna da Escola Doméstica, perambulou pelas feiras e cortiços do Alecrim”, explica o autor. A passagem do conde pelos séculos conta a saga da culinária natalense.

Influência do interior
Pela narrativa do conde imortal, Max aborda momentos como a invasão holandesa, o nascimento do Alecrim, a influência norte-americana na Segunda Guerra Mundial, fala de alguns restaurantes icônicos, e até elabora algumas teses. “No livro eu falo sobre o fato de que, apesar de ser uma cidade litorânea, Natal não exalta os frutos dos mar na sua gastronomia. Acredito que é culpa da influência do interior na capital, principalmente do Seridó”, afirma.


O professor Marcelo Dieb (falecido em 2020), autor do prefácio, escreveu: “O leitor vai descobrir, por exemplo, quando e onde foi servida pela primeira vez, alface numa salada; qual o primeiro restaurante; o local e a data da primeira feira livre; a importância da culinária seridoense na nossa cultura gastronômica”. Para ele, o livro traça uma ideia precisa de “quem fomos e quem somos à mesa”.


“Uma estória” foi produzido durante um ano e meio, entre as pesquisas, entrevistas, e a escrita. A obra é bem ilustrada por 100 fotografias. Max Fonseca é um gaúcho radicado em Natal desde a década de 80. Já se considera potiguar há anos. Além de viver há tanto tempo na capital potiguar, ele também é integrante da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), da qual foi presidente na seção do Rio Grande do Norte – além de já ter tido vários bares na cidade.

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