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Literatura para viagens

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Novo lançamento da editora Sol Negro, reúne contos de autores e épocas distintas , entre o século 19 e início do 20, que abordam
viagens sensoriais a partir de experiências com substâncias alucinógenas. “O homem do haxixe & outras histórias de paraísos artificiais”marca a parceria da editora de Márcio Simões com a Nephelibata, de Camilo Prado, organizador da coletânea.
O “Homem do haxixe”reúne escritas de autores de vários países. Entre as novidades da Sol Negro, Márcio Simões adianta que vem por aí o livro de Sopa d’Osso
“A fantasia, o horror, o grotesco, o insólito, o estranho que permeiam essas páginas são efeitos do encontro entre arte literária e paraísos artificiais”, enumerou o editor Camilo Prado, de Santa Catarina, dando pistas sobre o conteúdo do livro “O homem do haxixe & outras histórias de paraísos artificiais”. Novo lançamento artesanal da Sol Negro Edições, aqui de Natal, a coletânea orbita em torno do tema drogas a partir de textos bem-humorados “nos quais creio piamente que o leitor haverá de encontrar algum prazer”, emendou o catarinense responsável pela organização da antologia, que reúne dez histórias de autores de épocas e lugares diferentes como Brasil, México, Uruguai e países da Europa.

“Eu não falo de medicina nem de moral: falo de prazer. Prazer que me fez organizar este livro, que, sinceramente, espero que possa agradar a todos os tipos de leitores, mas especialmente aos adeptos dos paraísos artificiais, para os quais o dedico”, sentencia Prado, da Edições Nephelibata (SC), artesanal como a parceira potiguar Sol Negro Edições. Ambas produzem livros com pequenas tiragens e investem em um conteúdo que dificilmente apareceria no mercado literário tradicional.

Escritos no século 19 e início do 20, os contos falam de viagens sensoriais com haxixe, ópio, chá de lírio, álcool, maconha, entre outras substâncias alucinógenas. “Uma verdadeira cartografia”, disse Márcio Simões, capitão da Sol Negro e responsável pela tradução do conto que dá título a coletânea. Figuram entre os autores os franceses Téophile Gautier (1811-1872), Jean Richepin (1849-1926), Guy de Maupassant (1850-1893), Jean Lorrain (1855-1906) e Claude Farrère (1876-1957); o uruguaio Horacio Quiroga (1878-1937); o inglês Lord Dunsany (1878-1957); o mexicano Bernardo Couto Castillo (1880-1901); o pernambucano Théo-Filho (1895-1973); e Carlos A. Casotti, 38, de Santa Catarina.

A primeira edição de “O homem do haxixe & outras histórias de paraísos artificiais” saiu com apenas 80 exemplares, que podem ser adquiridos pela internet (solnegroeditora.blogspot.com) ou no Mahalila Café & Livros, em Potilândia, único ponto de venda físico da pequena editora natalense. “Não adianta colocar nas livrarias, onde vão aumentar o preço de capa e muitas vezes o livro fica lá na estante parado. Prefiro vender direto ao leitor”, apontou Márcio Simões, que também trabalha como revisor, tradutor e designer.
“Com o barateamento dos livros eletrônicos, vejo as pequenas tiragens como tendência mundial” contou. Márcio e Camilo Prado já estão envolvidos em um novo projeto, uma antologia sobre os primórdios da ficção científica com textos de autores da América Latina, Brasil e Europa. “Ele traduz do francês, eu do inglês, e assim vamos fortalecendo a parceria”, contou Simões. Quanto a projeto solo, o editor natalense adiantou que em 2015 “vem coisa nova de Sopa d’Osso da série que ele chama de ‘Prolegômenos a um Apocalipse da América’”, informou.

A Sol Negro Edições já contabiliza cerca de 35 obras no catálogo divididas em coleções de nomes sugestivos de acordo com o perfil literário: Fúrias de Orfeu, por exemplo, reúne nomes como William Blake, Yvan Goll e Aldo Pellegrini; Os Dentes da Serpente traz à tona lançamentos de Jota Medeiros, Sopa d’Osso e Nelson Patriota; outras linhas editoriais atendem por Caravela Negra, Hermeneus, Imago e Plaquetas.

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