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O charme centenário do TAM

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Yuno Silva – repórter

A caminho de seus 109 anos, a primeira casa de espetáculos do Rio Grande do Norte comemora aniversário de maneira tímida em 2013. Inaugurado em 24 de março de 1904, o Teatro Alberto Maranhão aproveita o embalo do Dia Mundial do Teatro e pontua a passagem da data festiva com música: dia 27, próxima quarta-feira, a Orquestra Sinfônica realiza concerto especial no palco, logo após apresentação do espetáculo “Nas ondas do rádio com Chiquinha Gonzaga”, da Cia Bagana de Teatro, no jardim interno do TAM. “As portas vão estar abertas para receber o público a partir das 17h30, mas a festa mesmo será nos 110 anos”, disse a diretora Dione Caldas.
Dione Caldas, diretora do Teatro Alberto Maranhão: Hoje metade da programação é ocupada através de editais
Principal teatro público do Estado, o Alberto Maranhão concentra grande parte dos espetáculos que passam por Natal e desde 2011 vem passando por um processo (ainda lento) de abertura, acesso e democratização com o advento dos editais de ocupação e de apoio a artistas novatos. “Diria que hoje metade da programação é ocupada por artistas que se inscreveram nos editais”, avalia Dione.

A diretora disse que mesmo com a abertura do Teatro Riachuelo, no Midway Mall, a pauta do velho e charmoso TAM continua lotada e que em abril não há um dia livre sequer. O charme do teatro é reforçado por conservar linhas e elementos da arquitetura francesa do final do século 19 e possuir revestimentos com cerâmica belga no piso de entrada e na platéia.

“Aos poucos vamos derrubando aquele estigma de insegurança que perseguiu o bairro da Ribeira por algum tempo: essa nova gestão municipal vem mantendo a praça (Augusto Severo) limpa e iluminada, a Polícia Militar está circulando com maior frequencia nas redondezas, fatores que conferem tranquilidade às pessoas”. Quanto aos atrativos para artistas e produtores, Dione Caldas ressaltou que o sistema de iluminação do teatro passou por reestruturação recente com apoio da Funarte/MinC e o equipamento de som foi todo recondicionado. “A estrutura que temos atende perfeitamente qualquer evento de até médio porte, nossa necessidade mais urgente hoje é a pintura externa”, observa. O teatro possui 644 lugares.

Outro diferencial, segundo a diretora, é o preço competitivo da pauta frente a outros espaços culturais da cidade – R$ 600 para espetáculos locais, R$ 700 para os regionais e R$ 800 nacionais (ou 10% do valor arrecadado na bilheteria) –, valores que incluem toda o suporte de pessoal e de equipamentos necessário.

#saibamais#Por enquanto não há previsão de investimentos no TAM por parte do Governo Estadual, mas Dione informou que dentre os projetos elaborados pelo RN para o PAC Cidades Históricas inclui estimativa de recursos de cerca de R$ 13 milhões para restauração do teatro, onde também funciona a sala de ensaios da Orquestra Sinfônica.

EDITAIS

Dione Caldas se mostrou satisfeita com a quantidade de propostas inscritas para preencher a programação do primeiro semestre no TAM, porém salienta a necessidade de investimento público em formação, pesquisa e montagem de novos espetáculos. “Recebemos muitos projetos de teatro escola, mas apenas cinco inéditos de um ano para o outro. É preciso haver uma renovação”, acredita a diretora. “Temos que trazer mais gente, despertar interesse em grupos profissionais”.

Em abril será lançada segunda versão do edital Apoio aos Novos da Arte, aberto a espetáculos inéditos de dança, teatro e música.

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