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Natal, 24 de Maio de 2012 | Atualizado às 10:01

Tremor em João Câmara completa 25 anos; conte sua história

Publicação: 28 de Novembro de 2011 às 15:34
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O maior tremor de terra em solo potiguar foi registrado há 25 anos no município de João Câmara, distante 74 quilômetros de Natal. O dia 30 de novembro de 1986 jamais será esquecido pelos moradores que foram acordados, por volta das 3h30, com a terra tremendo. Casas foram destruídas e cerca de 10 mil pessoas fugiram da cidade com medo que novos abalos acontecerem.



Na próxima quarta-feira, a TRIBUNA DO NORTE vai lembrar a data com depoimentos de moradores e autoridades da época. Além disso, para saber as impressões dos internautas e leitores no momento dos tremores, a TN abre espaço para que todos contem suas histórias. Os internautas podem fazer os relatos que serão publicados na página do TN Online e na edição da TRIBUNA DO NORTE da quarta-feira, 30 de novembro, mandando um comentário. Para poder mandar o seu relato, basta escrever na caixa de comentário, localizada logo abaixo.

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comentários

lemos_fabio@...29/11/2011 @ 00h20
Era madrugada, estava muito quente, morávamos na Zona Norte de Natal, no Soledade 2. Todas as noites depois dos pequenos tremores anteriores, deixávamos copos de vidro no chão, perto das cabeceiras das camas. De repente, os copos começaram a balanças devagar e depois mais rapidamente, foi um susto incrível, saímos de casa e ainda vimos às luzes dos postos balançando, além daquele barulho indescritível. Depois, passamos o resto da madrugada conversando e lembrando-se daquele que deve ter sido o dia mais impressionante de nossas vidas.
dirisnieli@...28/11/2011 @ 23h47
http://tribunadonorte.com.br/noticia/tremor-em-joao-camara-completa-25-anos-conte-sua-historia/204107 Seu comentário: Já morava em Natal quando tudo aconteceu e lembro-me perfeitamente desse dia por que, na época do acontecimento, minha irmã, seu esposo e minha sobrinha, que estavam de férias em Natal, estavam voltando para o Rio de Janeiro num voo de madrugada (creio que a 01h30 da madrugada). Nos despedimos deles em casa, pois o voo era muito tarde e meus pais preferiram que ficássemos em casa. Fomos dormir e só me acordei com um grande susto provocado pelo grito (como uma louca) de minha outra irmã, que dizia "Mãe, a casa tá caindo, a casa tá caindo..". Fiquei tão assustada que não sabia se era real ou pesadelo. Foi então que minha mãe pediu para que fóssemos para rua. Creio que ainda sentimos mais tremores até pela manhã. Foi horrível naquela época. E Imagino que deverá ter sido pior para aqueles que estavam em João Câmara.
zeliamsouza@...28/11/2011 @ 23h34
Parece que foi ontem. Fui deitar tarde nesse dia, eu(com 7 meses de gravidez), meu então marido e meu filho Diego de 1a e 9m. Acordei atordoada em meio ao barulho de telhas caindo, a escuridão, parecia que o telhado da casa desabara sobre nós. Fiquei em pânico, gritei, chorei, pedi socorro, meu marido tentou abrir a porta e não conseguiu, portas e janelas estavam travadas. Em meio a escuridão ouvi a voz do meu pai que morava vizinho pedindo pra eu ter calma que iam arrombar a porta. O caminhão do meu pai estava na porta carregado de paralelepípedo e em questão de minutos meus irmãos que chegavam apavorados de uma festa, descaregaram essas pedras, meu pai gritando para que subíssemos para fugir dali urgentemente. Meu pai, minha mãe, minha avó(bastante ferida), meu filho e eu fugimos levando apenas algumas roupas, colchões e 1 tv. Saímos sem destino e fomos para em Lajes onde fui direto para um hospital muito abalada e com medo de ter perdido meu bebê, que parou de mexer. Lá ficamos dois dias e sob orientação médica fomos passar uns dias em casa de parentes. Assim, ficamos em Santana do Matos até a chegada da minha filha Allanniele. Marcas ficaram daquele dia terrivel que jamais poderei esquecer. Foram grandes perdas materiais, mas Graças a Deus o lado bom da história é hoje ver minha filha bem e toda nossa família ter sobrevivido.
jocafe45@...28/11/2011 @ 22h49
Na verdade, foi a sensação mais estranha que já sentí! O silêncio daquela madrugada foi, repentinamente quebrado por uma espécie de "estrondo" acompanhado pelo tremor de terra propriamente dito. Acordei desorientado, ouvindo o ranger das telhas sobre a minha cabeça e, por puro instinto, busquei a porta de saída da minha residência com uma velocidade impressionante: era uma questão de vida ou morte! Ao chegar na rua, sentí o drama... cães uivando, pessoas gritando, outras sem saber o que estava acontecendo e ninguém mais conseguiu voltar para o interior de suas residências.
pedrosgomes@...29/11/2011 @ 11h07
... acabando. Até hoje eu ainda não consigo esquecer aquele som é apavorador. Ficamos no quintal esperando tudo se acalmar e de lá podia-se escutar muitos gritos, choro e movimentação de carros pelas ruas. Depois que tudo acalmou saímos à rua, começamos a encontrar os vizinhos, meus amigos e pessoas desesperadas. Passados algum tempo minha mãe entrou em casa pegou os documentos, algum dinheiro e fomos pra rodoviária, onde já tinha uma multidão, conseguimos entrar num ônibus e fomos para Natal. Minha mãe voltou, arrumou a mudança e fomos para Pedra Preta, retornando depois de alguns meses.
afsousafilho@...28/11/2011 @ 22h03
Nessa noite dormi a casa de um primo. De madrugada quando ocorreu os abalos, todos acordamos e ficamos sem dormir, exceto um primo que estava sob o efeito de algumas cervejas, detalhe: Ele estava dormindo no chão, mesmo assim nem se moveu. Às 6h00 da manhã corri pra casa, e encontrei os portões ainda fechados, precisei pular o muro e quebrei um cano de água. São coisas que jamais sairão da minha mente!!! Foi assustador pra nós que não somos acostumados com esses fenômenos. Abraço a todos. Felipe Filho.
brunoernesto5779@...28/11/2011 @ 20h58
Tinha seis anos na época e estava de férias na casa de minha avó aqui em Natal. Lembro que que acordei pensando que alguém estava balançando a rede em que dormia. Até hoje lembro desse história, pois fiquei muito impressionado com o alvoroço das pessoas.
dannydanielle08@...28/11/2011 @ 20h38
Eu morava num prédio em Capim Macio. Numa infeliz coincidência nesta noite havíamos assistido ao filme "O Exorcista"... Qdo minha cama começou a bater no chão, eu num segundo de pavor imaginei q era o filme embaixo da cama!!! Foi terrível... eu ouvia os copos se baterem dentro do armário... Foi aí que nos demos conta de que era um tremor... A sensação é das mais terríveis!!!! No meu prédio não houve nenhum dano... Apesar de já ter passado 25 anos, eu lembro de cada de detalhe daquela noite como se tivesse sido ontem e espero nunca mais passar por aquele susto novamente!!!!
gleydson.macena@...28/11/2011 @ 19h29
Na época com meus 4 anos de idade lembro-me perfeitamente desta noite marcante, quando eu estava na casa da minha avó em uma cama, e acordo com a cama balançando muito forte e com o barulho de vários paus caindo, que minha avó usava para escorar a porta e alguém que não lembro quem foi me pegou pelo braço e levou para o meio da rua, onde havia uma grande multidão. Demorei muitos anos para entender o que realmente era aquela situação. No outro dia fomos para uma escola em uma praia chamada Exu queimado, o mais impressionante era as histórias contadas pelo povo do motivo do famoso "abalo" que era: A cama de uma baleia, um rio "cardeloso" (não sei até hoje o que é cardeloso), cobra grande debaixo da terra, que ia se acabar tudo e "virar" mar até Natal, o fim do mundo e até uma historia de uma mulher muito mal que foi sepultada em Ceará Mirim e se transformou em serpente cujo túmulo da mesma foi amarrado de corrente que tentou fugir por isso a terra tremeu. Lembranças únicas que só viveu o povo da nossa amada Baixa-verde.
joaomariaalves@...28/11/2011 @ 23h40
Fui como fotógrafo da Tribuna do Norte a João Câmara, mais precisamente na comunidade de Samambia, local do epicentro, e presenciei o estrago que o tremor causou naquele lugar. Casas destruídas, crianças e adultos com ferimentos na cabeça e a total destruição de uma Casa de farinha. Não lembro bem o repórter que me acompanhava, mas acho que foi o jornalista Franklin Jorge. Pela Rádio Cabugí, onde foi instalado um estúdio improvisado na casa do então prefeito Ribamar, o enviado à cidade de João Câmara foi o jornalista Edivan Martins, repórter faixa-verde.
joelmabento41@...28/11/2011 @ 19h02
esta data jamais esquecerei, meu filho hoje tem 25 anos, idade do ocorrido, e mesmo morando em natal fomos vitimas destes abalos. Me lembro como hoje, estava deitada com meu filho de apenas 1 mes e poucos dias (ele nasceu dia 22/10/1986) ele estava mamando e de repente a cama começou a balançar, parecia que estava passando uma onda debaixo da cama, dai sai gritando com medo e todos os vizinho tambem sairam pra rua, lembro que foi um alvoroço muit grande neste dia. att Joelma Bento.
raymond.cabral@...28/11/2011 @ 22h58
Eu tinha 13 anos na época. Na noite do dia 29 foi a comemoração do aniversário do meu pai. Em virtude disso, fomos durmir tarde, ou melhor, tentamos, pois minutos após nos recolhermos, fomos literalmente sacudidos para fora da cama. O tremor se deu por longos segundos e veio acompanhado de um barulho aterrador.
fenixpotengi@...28/11/2011 @ 17h32
Ola meu nome como já foi dito e Claudio Henrique o tremor foi sentido inclusive aqui em natal me lembre que todo mundo saiu das suas casas gritando inclusive minha mãe que me pegou nos braços aquele dia foi terrível para mim parecia uma sena de filme mesmo todo mundo na rua desesperados bem minha mãe tem mais informações ela que teve maior experiência ate uma braço.
mjony@...29/11/2011 @ 15h43
Lembro bem desse dia, eu estava participando de uma festa com colegas de trabalho das Casas Pernambucanas, morava no Nova Natal e essa festa era no Soledade II, no momento do tremor todos pensavamos que era o trem de carga que sempre passava na madrugada, porém a história era outra, um amigo que dormia numa cadeira já cheio de uma cervejas saltou assustado, na rua começaram a sair pessoas das casas com roupa de dormir e gritando, foi um caos, todos se perguntando o que estava acontecendo, posteriormente vieram várias famílias que se instalaram no cidade praia, onde apesar da vinda por causa desse trágico acontecimento, fiz boas amizades.
marcelmoraes2007@...29/11/2011 @ 15h32
Aproveitando os relatos anteriores e o tempo decorrido, quando aconteceu grande avanço tecnológico e a expansão do conhecimento, gostaria de lançar luz sobre um questionamento: Esses sismos podem ocorrer novamente, isto é estatístico. Devem as edificações atuais, cada vez mais altas, contemplar este efeito? O meio profissional do nosso estado está preparado para estas considerações? Não sei o quanto é risco, ou gasto, esta consideração ou não. Deveriam entrevistar profissionais qualificados para esclarecer este aspecto.
JUSCELINO_NUNES@...29/11/2011 @ 18h27
EU ME LEMBRO MUITO BEM, MORAVA NA RUA OCIDENTAL DE CIMA NO BAIRRO DO ALECRIM,NESTE DIA ACORDEI COM AS TELHAS ESTRALANDO COMO SE FOSSE CAIR A CASA, CORRI PARA A RUA,QUANDO TINHA MUITA GENTE DE PIJAMAS E MULHERES SÓ DE CALCINHA, EU ERA TAXISTA E NA PRIMEIRA CORRIDA PEGUEI NAQUELE DIA FOI COM OS INTEGRANTE DA BANDA OS TERRÍVEIS,ESTAVAM MUITO ABALADOS, POIS ELES ESTAVAM TOCANDO EM JOÃO CÂMARA NAQUELE DIA
sandrafsamaral@...29/11/2011 @ 16h54
Na época eu tinha 8 anos de idade e morava em Belém/PB não me recordo do momento do tremor mais minha mãe contou que acordou assustada ouvindo um barulho estranho, no quarto haviam duas camas a de meus pais e a minha, nesse momento minha mãe olhou para os lados e viu q as camas e os quadros nas paredes se mexiam de um lado para outro... No dia seguite o comentário era o mesmo a terra havia tremido mais até então ninguem entendia nada, até que saiu nos noticiários comunicando o ocorrido na cidade de João Camara/RN. Apartir desse momento vimos chegar à cidade pessoas pedidno abrigo por terem perdido ou por estarem com medo de ficar em suas residencias,
apolonio.trufas@...29/11/2011 @ 16h37
Estava dormindo numa rede em Barra do Cunhau e fui acordado por uma sacudida. Muito estranho.
jose_nil_dofernandes@...29/11/2011 @ 23h44
Meu Deus 25 anos se passaram... Lembro-me como se fosse hoje,mesmo com apenas 9 anos de idade a pouco completados,foram momentos que jamais se apagarão de minha memória.Sinto como se aqueles pequenos pedaços de telhas junto a poeira ainda tocassem em mim até hoje,isso conseqüência do forte abalo que me fizeram acordar atordoado e levantar da rede no quarto dos meus pais, e aos prantos sem entender nada que se passava...(choro).Recordo-me que fui o primeiro a pegar as chaves e abrir o portão da frente,o que exatamente vi nesse momento não ficou na lembrança,porém a seqüência de incontáveis novos abalos foram motivo para muito pranto e incertezas. Os minutos se passavam lentamente e aos poucos a rua estava tomada por inúmeros carros, pessoas desesperadas num vai e vem sem fim, além de muitos vizinhos.Em meio a tudo, logo o espaço também foi tomado por muitos colchões e lençóis e neles infantilmente brincávamos eu e os colegas da mesma idade sem talvez entender que aqueles indesejáveis acontecimentos mudaria para sempre a vida de muitos camarenses. Que Deus tenha misericórdia e proteja-nos por todo o sempre de algo semelhante. Um abraço a todos!
aulinetem@...29/11/2011 @ 22h11
Uma noite de terror! Aqui em Santa Maria sentimos muito bem, acordamos todos apavorados. Eu lembro muito bem deste dia, tinha 18 anos na época, ficamos todos do lado de fora de casa e só retornamos quando o dia amanheceu, era gente chorando rezando, um caos, fico imaginando o que passou os moradores de João Câmara. Lembro de um casal que chegou um dia após o tremor para morar aqui, vinham muito assustados, as crianças traumatizadas. Quando há tremores de magnitude um pouco mais forte sentimos aqui também. Certamente esse 30 de novembro de 1986 não sairá de nossas cabeças nunca mais.
boscoaraujo@...29/11/2011 @ 22h05
Dois anos morando em uma casa em frente ao Condomínio Vila Romana, no Tirol, onde minha mãe reside até hoje, em plena noite fui surpreendido com o barulho dos moradores do prédio, que desciam, apressadamente, homens de pijama, algumas mulheres ainda vestidas de roupa íntima, e se agrupavam no meio da rua, assustados, para comentar o abalo que acabara de ocorrer. Nesse instante, peguei o telefone, não havia ainda o celular, e liguei para uma rádio, repassando o drama dos moradores daquele condomínio que ainda estava em construção de outros blocos de apartamento. Transmissão, instantânea e ao vivo, que rendeu uma boa audiência, segundo me contou no outro dia o locutor do horário, Carlos Sérgio, que trabalhava comigo na TVU. A emissora era a Rádio Tropical de Natal.
maalmeida1@...29/11/2011 @ 21h57
-------------------------------------------------------------------------------- Estava eu trabalhando em uma plataforma de petróleo da Petrobras, no mar de Guamaré no turno da noite, quando de repente ouvi um estalo estridente e instantâneo como se algo houvesse partido a plataforma ao meio. O susto tomou conta de todos, no entanto, ninguém sabia do que se tratava pois nada foi visto. Na manhã seguinte assistindo ao jornal local foi que eu associei um fato ao outro.
emersonrmelo@...29/11/2011 @ 21h55
Naquela madrugada de 1986, com 12 anos de idade, lembro-me bem de meu pai ter ido ao meu quarto e ter perguntado se tudo estava bem. Mesmo morando em Natal-RN, meu beliche balançou tanto que meu irmão se levantou rapidamente, achando que a cama de cima iria cair nele!
edivan_rs_rn@...30/11/2011 @ 07h04
Tremor em João Câmara ? 30/11/2011 Morador do Bairro Nordeste, na madrugada do dia 30 de novembro de 1986 pela madrugada surgia uma coisa muito estranha que de repente nos colocava de pé nossos filhos dormiam e que acordaram com os nossos movimentos pois as vidraças dos quartos faziam barulhos, foi uma sensação de medo e teve até um momento engraçado que a muito tempo ouvia dizer que quando surgir um abalo, tremor corra para o meio da porta e fique lá pois há colunas que dar segurança e rapidamente corri para a porta do banheiro me esquecendo de chamar minha mulher e até hoje sou gozado por ela por causa desse acontecido. Olha gente falando sério foi um momento rápido mais nos abalou de verdade, pedimos a Deus para nunca mais vivermos o momento como aquele.
pandolphi@...29/11/2011 @ 20h32
Eu assistia televisão na sala de minha casa,deitado no sofá, com minha cachorra boxer aos pés. De repente ela deu um pulo, arrepiou-se toda e correu para a porta, latindo sem parar. Uns três ou quatro segundos depois ouví um ronco que vinha num crescendo. Em seguida a onda do abalo passou pela casa, fazendo tudo tremer e derrubando um vaso de flôres que estava sobre a mesinha de centro. A cachorra pulou sobre mim, literalmente, os olhos esbugalhados e a uivar. Quando o tremor passou, corrí para a rua. Todos os vizinhos fizeram o mesmo, inclusive alguns que vestiam seus pijamas!
goulartimovel@...29/11/2011 @ 22h23
Morava no centro da cidade foi terrivel estava deitado, parecia um caminhão despejando areia, comentei com a esposa, vão asfaltar a rua mais deu aquele tremor, estava vendo o RNTV ultima edição a reporte dando a noite naquele momento a mesma com os olhos espantados, a noite pessoas sairam para rua, uns rindo outros tensos, ali serviu até para muitos que nesta vida não somos nada.
Maalmeida1@...29/11/2011 @ 21h50
Estava eu trabalhando em uma plataforma de petróleo da Petrobras, no mar de Guamaré no turno da noite, quando de repente ouvi um estalo estridente e instantâneo como se algo houvesse partido a plataforma ao meio. O susto tomou conta de todos, no entanto, ninguém sabia do que se tratava pois nada foi visto. Na manhã seguinte assistindo ao jornal local foi que eu associei um fato ao outro.
paz.np@...04/12/2011 @ 11h41
Lembro-me bem. Tinha 7 anos e fui acordado pelo meu Pai em um ato desesperado de retirar todos da casa antes do tremor perdurar e tudo ruir. Famílias com malas nas ruas como refugiadas, algumas não mais retornaram. Passeava com meu irmão pela cidade e avistava inúmeras barracas na rua, local de morada quase unânime por vários dias depois. Conforta o fato de não ter havido vítimas fatais; hoje é só um episódio da nossa história. João Câmara - "Cidade dos abalos".
gleydsongmb@...05/12/2011 @ 02h16
Na época com meus 4 anos de idade lembro-me perfeitamente desta noite marcante, quando eu estava na casa da minha avó em uma cama, e acordo com a cama balançando muito forte e com o barulho de vários paus caindo, que minha avó usava para escorar a porta e alguém que não lembro quem foi me pegou pelo braço e levou para o meio da rua, onde havia uma grande multidão. Demorei muitos anos para entender o que realmente era aquela situação. No outro dia fomos para uma escola em uma praia chamada Exu queimado, o mais impressionante era as histórias contadas pelo povo do motivo do famoso "abalo" que era: A cama de uma baleia, um rio "cardeloso" (não sei até hoje o que é cardeloso), cobra grande debaixo da terra, que ia se acabar tudo e "virar" mar até Natal, o fim do mundo e até uma historia de uma mulher muito mal que foi sepultada em Ceará Mirim e se transformou em serpente cujo túmulo da mesma foi amarrado de corrente que ela tentou fugir por isso a terra tremeu. Lembranças únicas que só viveu o povo da nossa amada Baixa-verde.
gfprax@...07/12/2011 @ 05h44
Nessa epoca morava em Macau e senti a chao tremer e ouvi as garrafas do bar na frente da minha casa balançarem. Foi horrível.
balbolo@...17/12/2011 @ 11h58
na epoca eu era segurança da guararapes textil e estava de serviço, quando aconteceu o abalo, foi terivel pois as maquinas fizeram muito barulho e varios operarios sairam correndo, nunca vou esquecer este momento.
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