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Liberação do décimo terceiro deve aquecer vendas no comércio do RN

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A economia do Rio Grande do Norte deve receber, até o final deste ano de 2023, um incremento de R$ 3,25 bilhões com o pagamento do décimo terceiro salário dos trabalhadores formais, aposentados e pensionistas. Com essa expectativa, o comércio espera um aquecimento significativo nas transações comerciais durante esse período.


A previsão do Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos é de que o montante previsto em recursos do décimo represente 1,1% do total do Brasil e 7,1% da região Nordeste. É, ainda, o equivalente a 3,2% do PIB estadual.


Com isso, o varejo aguarda um incremento nas vendas. “Muitos consumidores tendem a direcionar essa renda extra para compras e presentes, impulsionando a atividade econômica no final do ano”, explica o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL/Natal) José Lucena.


Mas não é só nos presentes que os consumidores devem utilizar parte do salário extra. Lucena relembra que muitos usam o décimo para quitar dívidas. “Isso também contribui para aquecer o comércio, uma vez que, com as contas em dia, o consumidor volta a ter crédito e fica apto a voltar a comprar, movimentando assim toda a cadeia produtiva e aquecendo a economia”, afirma.


O presidente da CDL/Natal conta ainda que os lojistas investiram nas mercadorias e estão com time de vendas treinado e capacitado para atender o consumidor. “O fim de ano tem um apelo emocional para as vendas”, pontua.


Essa previsão se concretiza em consumidores como o casal Jefferson Miguel, 28 anos, e Camila Ellen, 27 anos. Eles estão na expectativa de receber o décimo, ainda nesta semana. “É um dinheiro extra pra gente fazer um mimo pra gente, comprar presente, algo que estamos querendo. Enfim, fazer uso para nós mesmos”, disse ele.
Ellen também não pretende guardar o dinheiro e nem fazer investimentos. “Aproveitar para comprar algumas coisinhas para os filhos,vestuário, brinquedos, enfim, coisas que eles pedem e só agora sobra para presentear”, disse a mulher.


O 13º salário é tradicionalmente pago em duas parcelas, sendo a 1ª até 30 de novembro e a 2ª até 20 de dezembro. Mas, pode haver acordos entre patrões e empregados que mudem essa previsão, inclusive, o caso de servidores públicos e aposentados que recebem ao longo do ano.


O assessor jurídico, Rafael Lopes, 33 anos, espera receber nos próximos dias. “A pretensão é que seja pago até o dia 15 e estou na expectativa pra usar com algo que esteja precisando, quem sabe fazer uma viagem ou até guardar um pouco”, disse o rapaz.


Segundo o Dieese, 1,2 milhão de trabalhadores devem receber o 13º no estado do RN, numa média de R$ 2.358,01 por pessoa. O número equivale a 1,4% do total que terá acesso ao benefício no Brasil.


Para o presidente da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (AEBA ), o incremento do décimo que deve chegar ao comércio, também ajuda a quitar a folha dos trabalhadores do setor. “Faz a economia circular e ajuda a quitar o 13º e folha salarial dos trabalhadores do comércio. Esperamos que, em relação a vendas supere o que tivemos no ano passado ultrapasse um movimento acima de R$ 3 milhões nas vendas do comércio do Alecrim, fazendo as empresas crescerem, gerando emprego e renda”, disse ele.


Essa expectativa se deve também a outras ações que ocorreram desde novembro, passando pela própria preparação do setor para o aumento do movimento. “Nós normalmente é um dos momentos esperados que coincide com as festividades do final do ano e até estende as promoções da Black Friday, que nos surpreendeu. Esperávamos um aumento de 5% e acreditamos que superou isso”, frisa o presidente da AEBA.

Jefferson Miguel e Camila Ellen: é um dinheiro para fazer um mimo – FOTO: ALEX RÉGIS

No País, R$ 291 bilhões devem circular na economia com o 13º

Até o próximo mês, as estimativas do Dieese apontam que o pagamento do 13º salário tem o potencial de injetar R$ 291 bilhões na economia brasileira. Este montante representa aproximadamente 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e será pago aos trabalhadores do mercado formal, inclusive aos empregados domésticos; aos beneficiários da Previdência Social e aposentados e beneficiários de pensão da União e dos estados e municípios. Cerca de 87,7 milhões de brasileiros serão beneficiados com rendimento adicional, em média, de R$ 3.057.


Em relação à região Nordeste, corresponde a 6,5%. Os empregados do mercado formal, celetistas ou estatutários, representam 56,5%, enquanto pensionistas e aposentados do INSS equivalem a 43,5%. O emprego doméstico com carteira assinada responde por 1,5%.


Quanto aos valores que cada segmento receberá, nota-se a seguinte distribuição: os empregados formalizados ficam com 65,0% (R$ 2,11 bilhões) e os beneficiários do INSS, com 21,7% (R$ 704,27 milhões), enquanto aos aposentados e pensionistas do Regime Próprio do estado caberão 11,8% (R$ 47,56 milhões) e aos do Regime Próprio dos municípios, 1,5% ( R$ 47,56 milhões).


Para o cálculo do pagamento do 13º salário em 2023, foram reunidos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), ambos do Ministério do Trabalho e Previdência. Também foram consideradas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Previdência Social e da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).


Dos cerca de 87,7 milhões de brasileiros que devem ser beneficiados com o pagamento do 13º salário, 53,8 milhões, ou 69,2% do total, são trabalhadores no mercado formal, entre eles, os empregados domésticos com carteira de trabalho assinada, que somam 1,5 milhão, equivalendo a 1,7% do conjunto de beneficiários.
Os aposentados ou pensionistas da Previdência Social (INSS) correspondem a 32,8 milhões, ou 37,5% do total. Além desses, aproximadamente 1 milhão de pessoas (ou 1,2% do total) são aposentadas e beneficiárias de pensão da União (Regime Próprio). Há ainda um grupo constituído por aposentados e pensionistas dos estados e municípios (regimes próprios) que vai receber o 13º e que não pode ser quantificado.


Do montante a ser pago como 13º, aproximadamente R$ 201,6 bilhões, ou 69% do total, irão para os empregados formais, incluindo os trabalhadores domésticos. Outros 31% dos R$ 291bilhões, ou seja, cerca de R$ 89,8 bilhões, serão pagos aos aposentados e pensionistas.


Considerando apenas os beneficiários do INSS, são 32,8 milhões de pessoas, que receberão R$ 55,4 bilhões. Aos aposentados e pensionistas da União serão destinados R$ 11,2 bilhões (3,8%); aos aposentados e pensionistas dos Estados, R$ 17,5 bilhões (6%); e aos aposentados e pensionistas dos regimes próprios dos municípios, R$ 5,6 bilhões.

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