Reunião do conselho pode delimitar cobranças no ABC

Redação Tribuna do Norte 17h00
Foto: ABC FC

A cobrança por esclarecimentos internos voltou a movimentar o ambiente político do ABC. Oito ex-presidentes e 24 conselheiros protocolaram questionamentos à atual gestão, alegando falta de transparência, o que levou à convocação de uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo no dia 24, quando a diretoria deverá apresentar respostas formais.

Segundo o conselheiro Wilson Cardoso, a mobilização surgiu da ausência de informações consideradas essenciais para acompanhar a situação financeira e administrativa do clube. Ele afirma que, apesar das promessas feitas no período eleitoral, diversos temas seguem sem detalhamento, gerando preocupação entre os conselheiros.

Entre os pontos levantados está o destrato com a Mirantes Empreendimentos. O contrato previa a alienação de uma área do clube sem aprovação do Conselho, e embora o acordo tenha sido desfeito, persistem dúvidas sobre os valores envolvidos e sobre o pagamento dos R$ 900 mil que teriam de ser restituídos ao grupo empresarial.

Outro tema é o andamento da recuperação judicial. Apesar de reuniões com os advogados responsáveis, os conselheiros cobram informações mais objetivas sobre prazos, estratégias e a forma de quitação das dívidas com credores.

A possível entrada de investidores ou contratação de empréstimos também está na pauta. O grupo quer esclarecimentos sobre eventuais aportes financeiros, identificação dos envolvidos e garantias oferecidas pelo clube nessas operações. Além disso, após a tentativa frustrada de alienação de patrimônio, os conselheiros questionam se existe planejamento para uso do terreno visando geração de receitas sem comprometer ativos.

A situação financeira geral do clube é outro ponto de atenção. Os conselheiros pedem um levantamento das principais fontes de receita para avaliar a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação judicial. Também cobram explicações sobre a estratégia de venda de cadeiras cativas e camarotes, já que muitos contratos venceram e poucas unidades teriam sido comercializadas.

O crescimento do passivo trabalhista preocupa. Mesmo sob recuperação judicial, cerca de 14 novas ações foram movidas por atletas e profissionais desligados na atual gestão, e o Conselho quer entender as razões desse aumento. A possibilidade de transformação do clube em SAF também foi incluída, com pedido de informações sobre estudos ou negociações em andamento.

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