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Rainhas sem encontram na telinha

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Ser considerada a “Rainha do Choro” em uma época dominada pelas divas do rádio não é tarefa das mais simples. Responsável por emoldurar com maestria o instrumental virtuoso tipicamente brasileiro, a cantora potiguar Ademilde Fonseca comemora seus recém completados 90 anos, festejados na última sexta-feira (4), com um presente digno de sua importância para a música brasileira: hoje à noite, às 21h, o programa MPBambas, do Canal Brasil (66 Net/Sky), apresentado pelo jornalista e crítico musical Tárik de Souza, exibe especial inédito sobre a carreira de Ademilde. MPBambas é reprisado aos domingos, às 12h. 

Entre os convidados do programa, destaque para a presença da cantora Khrystal, que irá interpretar a clássica “Tico-Tico no Fubá”, música de Zequinha de Abreu com letra de Eurico Barreiros, acompanhada do guitarrista Ricardo Silveira. “Estou nas nuvens, e ao mesmo tempo, ansiosa”, confessou Khrystal antes de ir gravar o especial no Rio de Janeiro no início deste ano. “Achei ótimo que ele (Tárik) tenha pensado em mim para fazer esse link com minha conterrânea ilustre. Fiquei honrada. Acho o choro lindo, mas não tinha a oportunidade de cantar”, declarou.

O título de “Rainha do Choro” foi concedido em 1941 pelo flautista e maestro carioca Benedito Lacerda (1903-1958), com quem Ademilde interpretou “Tico-Tico no Fubá”, composição de 1917, pela primeira vez. Empolgado com o resultado da parceria, Lacerda levou Ademilde para a gravadora Columbia, na época dirigida pelo compositor João de Barro (Braguinha).

Nascida em São Gonçalo do Amarante, e projetada a partir do Rio de Janeiro para o Olimpo das vozes da música brasileira, Ademilde Fonseca destacou o fato do jornalista ser bom conhecedor e admirador de sua obra: “O Tárik de Souza tem todos os discos, conhece a minha história, e é claro que eu adorei o programa. A gente fica vaidosa, sensibilizada”, disse em entrevista ao VIVER.

Ainda em plena atividade, a artista acredita na importância do chorinho para a música brasileira: “É um gênero musical que nunca morre. Todo músico que começa a tocar gosta de aprender chorinho”, garante Fonseca.

Há dez anos se apresenta ao lado da filha Eymar Fonseca, que dá suporte à sua voz durante os shows. “Não é fácil cantar choro, tem que ter dicção perfeita e ritmo na cintura. Digamos que minhas cordas vocais não têm mais a elasticidade de outras épocas, e como eu só gosto de cantar alto, às vezes é necessário o apoio da minha filha”, confessa.

Vídeo

Confira versão de “Tico-Tico no Fubá”, com Ademilde Fonseca e a filha Eimar Delvino Barreto:

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