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Lembrando Ricardo Boechat

instragram @alexmedeiros1959

Uma insônia na madrugada de quinta pra sexta me fez mergulhar no YouTube, como sempre, em busca de velhas imagens, programas de TV, documentários ou filmes do passado. Para mim, a vasta plataforma de vídeos é como as históricas gavetas do mestre Woden Madruga, onde ele acha as cartas e artigos espetaculares dos saudosos ausentes. Entre algumas coisas que achei, cultuei Ricardo Boechat e lembrei de como foi um cara atencioso comigo.

Lembrei dele divulgando por três vezes na sua coluna do Jornal do Brasil o livro que lancei no Leblon e que agradeci brincando no e-mail: “o melhor jornalista do Brasil é um argentino”. Naquele tempo, 2002, eu assinava artigos quinzenais no JB, onde ele acabara de estrear, convidado por Augusto Nunes.
Sempre soube que Ricardo Boechat era um jornalista antenado com tudo, fruto do faro de repórter que ele nunca perdeu desde quando começou, há mais de 50 anos, no Diário de Notícias, responsável pela publicação da lista de aprovados no vestibular. Só não sabia que se interessaria nas coisas do RN.
Pelo e-mail, me pediu uma vez informações sobre o boom imobiliário nos litorais de Natal, numa semana em que o craque David Beckham andou por aqui inaugurando um empreendimento. Foi ele quem divulgou que meu livro estava a bordo do avião que levou a seleção brasileira para a Copa de 2002.
Eu só sabia que autografei o livro para Kaká e Rogério Ceni, num evento na Via Costeira, convidado por Edivan Martins, então secretário de esportes. Não havia qualquer relevância no fato do livro na viagem do penta, mas foi pura generosidade publicar a informação que eu jamais soube como ele obteve.
Um dia houve um quiproquó midiático com a falsa gravidez da modelo Luma de Oliveira, que inventou a barriga para refutar convite de desfilar na Mocidade de Padre Miguel e salvar o casamento com Eike Batista. Foi Ênio Sinedino quem me mostrou a nota dele com minha frase, “mentira tem pernas grossas”.
A morte trágica de Ricardo Boechat em 2019 surpreendeu um país que tanto lhe deu audiência e estarreceu a comunidade jornalística. Uma notícia terrível a agudizar tantas dores acumuladas naquele começo de ano trágico. Todo jornalista brasileiro tem algo bom a dizer sobre aquele generoso argentino.
Ele foi excelência em todos os setores e divisões da comunicação, de repórter de rua a colunista social, de comentarista de rádio a apresentador de telejornal, de chefe de redação a dublador de cinema. Colecionou prêmios em todas as plataformas, como os três do renomado Prêmio Esso, em jornal, rádio e TV.
Até chegar a fatídica hora da queda do helicóptero, ele tinha feito por dias seguidos, nos veículos do Grupo Band, vários comentários contundentes e até enfurecidos sobre as tragédias em Brumadinho e no Flamengo.
Ao achar suas imagens no YouTube, me atentei ao fato de que não houve lembrança na mídia de que fez exatos cinco anos da sua partida. Uso do licenciamento poético para desejar que se ele está em alguma dimensão paralela que prossiga defendendo semelhantes que acaso encontre pelo infinito afora. Viva Ricardo Boechat!

Imóveis Um erro num site do governo de SP exibiu suposta venda de prédios públicos, alguns famosos e ocupados. A GloboNews tratou como um susto. Mas, que bom se fosse verdade. Se estado não gera riqueza, para quê ter patrimônio?

Otimização Aliás, já defendi algumas vezes aqui a necessidade do prédio do Colégio Atheneu ser negociado com o mercado privado em troca de duas novas escolas em bairros populares. Hoje é subutilizado com baixa ocupação escolar.

Saúde A ministra da Saúde foi rápida nos argumentos sobre os recursos para a cidade onde o filhote é secretário. Deveria dar mais urgência ainda na explicação da perda de R$ 140 milhões da pasta, sendo R$ 107 mi só no Farmácia Popular.

Bombando As denúncias de Elon Musk circulam no mundo como seus milhares de satélites. Uma busca no seu nome e o de Alexandre de Moraes revela que o assunto já repercute em uma dezena de idiomas diferentes nos continentes.

Arbítrio “Alexandre de Moraes, pelas suas atuações persecutórias no STF, deve ter esquecido os primeiros e fundamentais passos. Com isso vive a tropeçar nas vestes talares (toga até o talo) e abraça o arbítrio”. Walter Maierovitch (UOL).

Adjetivos Querem processar um deputado que chamou Lula de ladrão. Mas não há qualquer reação quando opositores do petista são chamados de bandido, corrupto, assassino, racista, misógino, fascista, miliciano, golpista e nazista.

Oscar 1964 Neste sábado faz 60 anos que o ator Sidney Poitier ganhou a estatueta de melhor desempenho masculino e se tornou o primeiro negro a erguer o prêmio. Ele venceu pela atuação no filme “Uma Voz nas Sombras”, exibido em 1963.

McCartney Uma plêiade esteve quinta-feira no Hollywood Bowl para um tributo a Jimmy Buffett, autor de hits como Margaritaville e Survive. O último, Paul McCartney, revelou que tinha um jantar com ele uma semana antes da sua morte em 2023.

Supermulher Não. A primeira heroína de HQ não é a Mulher-Maravilha (criada em 1941), três anos depois do Superman. O feito é de uma loira chamada Jane Q-X3, personagem central das aventuras “Magician from Mars”, nas ruas em 1939.

Brasileirão No sábado: Criciúma x Juventude, Inter x Bahia, Flu x Bragantino, São Paulo x Fortaleza. E domingo: Athletico x Cuiabá, Atlético-GO x Flamengo, Corinthians x Atlético-MG, Vasco x Grêmio, Cruzeiro x Botafogo, Vitoria x Palmeiras.

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